Fortuna de Horácio Roque cresce 180 milhões este ano

Citamos

Magnólia Pura

O empresário detém uma participação de 67% na ‘holding’ que gere os vários negócios do grupo. A participação accionista de Horácio Roque na ‘holding’ Banif-SGPS registou ao longo do corrente ano uma valorização superior a 180 milhões de euros. O empresário detém 67% daquela ‘holding’ que gere, actualmente, os vários negócios do grupo, como a banca de retalho e de investimento e os seguros. A capitalização bolsista aumentou praticamente para o dobro em 2005, atingindo os 544 milhões e avaliando a posição do empresário em 365 milhões.Por outro lado, a fortuna de Álvaro Costa Leite, que detém uma posição directa e indirecta superior a 74% no Finibanco, cresceu no mesmo período 56 milhões de euros. O valor de mercado desta instituição aumentou ao longo de 2005 cerca de 65% para quase 200 milhões e a participação de Costa Leite atingiu 144 milhões.Apesar destes fortes aumentos os dois bancos continuam a ser o mais pequenos do sector, face aos outros três – BCP, BES e BPI – admitidos à cotação na Euronext Lisboa.O forte incremento do valor das acções da Banif-SGPS ficou a dever-se, em grande parte, a uma análise favorável por parte do banco de investimento internacional UBS. Uns dias depois de conhecido o ‘research’ as acções da instituição atingiram o valor mais alto de sempre, tocando nos 16,75 euros a 10 de Outubro. Entretanto, a Banif-SGPS já está a negociar abaixo dos 14 euros e ontem terminou o dia a valer 13,59 euros.Em 2005, os títulos da Banif-SGPS acumulam ganhos de quase 100%, pois no final de 2004 estavam a negociar nos 6,85 euros.Entre a divulgação da análise da UBS (5 de Outubro) e ontem, as acções ganharam 25%.O ‘research’ da UBS realçava o facto do banco liderado por Horácio Roque – o sétimo do sistema financeiro nacional – estar posicionado de forma estratégica para continuar a crescer. O maior crescimento da economia nas ilhas (6% em 2004) e o facto do banco poder utilizar a sua rede de balcões no continente deverá permitir que a instituição supere o resto do sector em termos de crédito concedido. A taxa de crescimento composta média entre 2004 e 2007 deverá atingir os 14,6% para aquela rubrica, diz a nota de análise do banco suíço.O Banif detém 50% da quota de mercado nas ilhas portuguesas (Madeira e Açores) e apenas 3% do mercado como um todo.Os especialistas também apontam como pontos positivos o crescimento sustentado da rentabilidade dos capitais próprios (ROE), que melhorou fortemente ao passar de 8% em 2002 para 17,9% no primeiro semestre de 2005. Em termos médios, a UBS espera que este rácio se situe nos 16% entre 2005 e 2007, em linha com o que é praticado pelo sector. O forte desconto da acção face à banca europeia também conta como ponto positivo.A UBS diz que o lucro por acção pode crescer 30% nos próximos dois anos. O mesmo documento atribui um preço-alvo de 18,4 euros a cada acção do Banif-SGPS e uma recomendação de compra. Num cenário de compra, a acção pode valer 21,7 euros.A ‘performance’ do Banif acabou por contagiar o Finibanco de Costa Leite que também atingiu máximos históricos a 10 de Outubro. O banco subiu até aos 2,24 euros e, entretanto, deslizou para os 1,94, uma subida de 64,4% em 2005. O presidente da instituição acredita que a subida da cotação está directamente relacionada com os bons fundamentais do banco (Diário Económico)