Banif: o filho, o enteado e o bastardo

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Expresso

É o três em um a solução arranjada para o Banif. E, acaba em parte, por fazer jus à intenção de Bruxelas: liquidar o banco. Neste caso quem perde são os acionistas e os obrigacionistas subordinados, salvaguardando os depósitos, as obrigações seniores e os créditos concedidos e considerados não problemáticos com a venda por €150 milhões ao Santander Totta. O que resta dos ativos e passivos do banco ficam estacionados num veículo que pertence ao Fundo de Resolução e cujo objetivo é vender para reduzir a fatura a pagar pelos contribuintes.

O banco fundado por Horácio Roque ainda não desapareceu do mapa. Existe num andar da avenida José Malhoa, antiga sede do banco. No Banif mau, do qual se tem falado pouco, ficam as posições dos acionistas e dos obrigacionistas subordinados e ainda as operações do banco no Brasil e em Cabo Verde, à semelhança do que aconteceu com o BES mau. Os credores, acionistas e obrigacionistas subordinados só irão receber o que a massa falida do banco conseguir recuperar, ou seja provavelmente muito pouco ou nada. As obrigações subordinadas ascendem a €133 milhões, dos quais €80 milhões foram emitidas em janeiro de 2015.

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