Sociedade-veículo negoceia prestação de serviços ao Santander Totta

Citamos

Diario de Notícias da Madeira

A sociedade-veículo que ficou com ativos do Banif no âmbito da sua resolução está a negociar com o Santander Totta um contrato de prestação de serviços para assegurar a continuidade do negócio no período de transição.

A informação foi avançada à Lusa por fontes do setor financeiro e confirmada por fonte oficial do Santander Totta, adiantando que o contrato “ainda não está fechado”.

De momento, acrescentou, está ainda a ser identificado o âmbito desses serviços, assim como o prazo do contrato e o montante a pagar pelo Santander Totta.

De acordo com fontes do setor financeiro, o esboço do contrato tem cerca de dez páginas e o objetivo é assegurar a continuidade de operações do Banif que passaram para o Santander Totta, caso do apoio aos cerca de 150 balcões que agora são propriedade do banco espanhol.

O contrato, estimam, poderá prolongar-se entre seis meses a um ano, enquanto decorre a integração total das operações bancárias do Banif no Santander Totta, caso da compatibilidade do sistema informático, migração de dados e mesmo fusões de métodos de trabalho.

A 20 de dezembro, domingo ao final da noite, o Governo e o Banco de Portugal anunciaram a resolução do Banif, com a venda de parte da atividade bancária ao Santander Totta, por 150 milhões de euros, e a transferência de outros ativos — incluindo ‘tóxicos’ — para uma nova sociedade-veículo que fica na alçada do Fundo de Resolução e, logo, do Banco de Portugal.

Este processo poderá implicar custos para os contribuintes superiores a 3.000 milhões de euros.

Quanto aos trabalhadores do Banif, cerca de 1.100 que estavam na rede comercial passaram para o Santander Totta, enquanto cerca de 500 dos serviços centrais foram integrados na sociedade-veículo pública.

Essa empresa tem como presidente Miguel Barbosa, que era o representante do Estado no Banif, e como vice-presidentes Paulo Boaventura e Sérgio Baptista.