Optimismo une BANIF à comunidade na Venezuela

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Optimismo une BANIF à comunidade na Venezuela

Renato Escórcio é a nova ‘cara’ do BANIF na Venezuela, função que vem assumindo desde Janeiro deste ano. O actual responsável pelo Escritório de Representação é natural de Santana, tendo entrado para o banco em Maio de 2000, como assistente comercial.

Foi gerente da Agência do Caniçal e depois mais tarde gerente da Agência BANIF de Machico. Em 2013 foi convidado a abraçar este projecto além-mar, na Venezuela, um país que sempre foi importante para o BANIF. “Um projecto muito ambicioso que me fez ficar longe da família e amigos durante algum tempo, mas que aceitei com muita ambição e vontade de vencer. Felizmente as coisas têm corrido bem, e sinto-me muito bem na Venezuela, pelo que faço até agora, um balanço bastante positivo deste período” – revelou ao DIARIO em Caracas, por altura das comemorações do Centenário do Município da Ribeira Brava, que o BANIF também apoiou.

 

O mercado das comunidades madeirenses emigrantes continua a ser um mercado muito importante para o BANIF – declara Renato Escórcio. “O BANIF sempre foi um banco de relação muito próxima com os seus clientes. Temos colegas e ex-colegas que são imensamente recordados. O Sr. Rui Barreto é o maior exemplo disso e deixou um legado que eu pretendo continuar a honrar.”

Renato Escórcio salienta que a comunidade emigrante é um pilar na estrutura sólida que o Banif é hoje, dando como exemplo o recente processo de recapitalizacção do banco. “Foi um passo muito importante, e o Banif está a ultrapassar muito bem esta fase”’ afirma, acrescentando que depois dessa etapa, o banco implementou uma série de programas internos que relançaram a instituição. “Os resultados já evidenciam o esforço feito. Os aumentos de capital foram um sucesso muito grande. Sentimos um grande envolvimento por parte de toda a estrutura administrativa e directiva. Os clientes foram convidados a participar no aumento de capital e fizeram-no de forma muito activa. Mostraram que confiavam no banco. Foi muito gratificante sentir por parte de todos os clientes, mas sobretudo da comunidade Emigrante essa confiança, esse sentimento de que acreditavam no banco e no seu futuro.”

Apesar de tudo, o Banif e toda a banca em geral acabou por sofrer com a instabilidade inesperada com os problemas no BES. “É verdade que recentemente houve alguma instabilidade, mas o governo português intercedeu de forma rápida, solucionando da melhor forma essa situação pontual”, observa Renato Escórcio.

“Temos que nos lembrar que o sistema bancário em Portugal, felizmente, sobreviveu ao período mais conturbado da sua história. Julgo que, apesar deste acontecimento, ficou provado que o sistema mantém-se forte e sustentado. Os clientes continuam a acreditar no seu sistema financeiro. Basta ver que mesmo apesar da crise financeira e económica, os depósitos em Portugal estão sempre a subir de forma constante. E estes depósitos não são exclusivos dos residentes em Portugal, mas também dos nossos Emigrantes, pois as remessas também estão a aumentar. Prova maior e mais definitiva que esta não há, e ainda bem que é assim.

Neste contexto, o que posso acrescentar é que nós continuamos a trabalhar diariamente para continuar a merecer a confiança dos nossos clientes”.

 

Confiança

A confiança no sistema financeiro português poderá não ser suficiente. Mesmo assim, o novo responsável pelo Escritório de Representação do Banif na Venezuela acredita que a economia portuguesa vai inverter o ciclo negativo. “A economia e os casamentos precisam da mesma coisa: Confiança! Esta confiança crescente só traz coisas positivas. Felizmente, nos últimos tempos, temos visto estatísticas a demonstrar que a confiança dos portugueses está a crescer no que respeita aos mais variados índices económicos. Isso é extremamente positivo. O povo português é por natureza um povo trabalhador e resiliente. Nunca desiste. O sistema financeiro está com níveis de liquidez bastante folgados o que permite começar a financiar novamente a economia. Por isso, desde as grandes empresas até ao pequeno comercio, vão sentir esta nova vaga. Juntando-se a vontade de trabalhar do povo português com a injecção de liquidez do mercado financeiro, tenho a certeza que a produção começará a crescer. Aliás, acredito que já está a crescer. É preciso agora que o governo acompanhe esta tendência, o que também estou convicto que irá fazê-lo, contribuindo ele próprio para o crescimento económico”.

O discurso muito positivo de Renato Escórcio começa a ser conhecido no seu novo meio. “É uma característica que me acompanha. Temos de ter sempre esperança e confiança num futuro melhor. Mas reparo que não é uma característica só minha. A nossa comunidade emigrante também é muito assim. Trabalham afincadamente todos os dias para um futuro melhor. Têm confiança nesse futuro e que todo o esforço vale a pena. É esta esperança e espírito positivo que é necessário para alcançarmos grandes feitos e ultrapassarmos todos os obstáculos que a vida coloca no nosso caminho”.

Quase no fim do seu primeiro ano na Venezuela, o bancário recusa fazer futurologia. “É comum dizermos que o futuro a Deus pertence. E é a maior verdade. Tenho fé que o futuro seja longo e positivo. A certeza que posso ter é que será necessário continuar a trabalhar da mesma forma que até aqui, de forma honesta e com o máximo de respeito por aqueles que são a razão do nosso esforço: os nossos clientes.”