Costa: “Soluções alternativas para Banif não eram praticáveis”

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Dinheiro Vivo

Primeiro-ministro atacou anterior governo lembrando que a CE deu oportunidades para se resolver o Banif durante três anos, algo que PSD “desbaratou”.

O primeiro-ministro manifestou a convicção que a “comissão de inquérito ao Banif vai permitir determinar tudo” o que houver a esclarecer sobre a queda do banco, já que esta comissão “vai ter acesso a documentação confidencial da qual resultou o apuramento das contas”.

“É importante que a Comissão de Inquérito esclareça tudo sobre estas matérias. Todos os dias saem notícias que não refletem a realidade, nem sobre os valores nem sobre as alternativas” à resolução do Banif, apontou António Costa.

“Um jornal dizia que havia uma alternativa sem custos para os contribuintes. A verdade é que a comissão de inquérito vai ver em primeiro lugar que a proposta apresentada na sexta-feira ainda não era vinculativa e no sábado à noite continuava condicionada a uma due dilligence da desenvolver no futuro, isto quando o prazo terminava às 24h de domingo, dia 20”, esclareceu o governante.

António Costa sublinhou então que as supostas “soluções alternativas” para o Banif tinham “um detalhe: não eram praticáveis no calendário que existia em função das decisões impostas em virtude do estado de descapitalização do Banif”. Costa passou de seguida ao ataque: a culpa desta decisão em cima do fim do prazo é toda “dos sucessivos adiamentos durante três anos que a Comissão Europeia foi dando ao governo anterior e que o governo anterior desbaratou, não aproveitando sucessivas oportunidades”.