Santander fala do Banif pela primeira vez e apresenta resultados anuais – como aconteceu

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Observador

O presidente do Santander Totta refutou qualquer tese de favorecimento ao Santander na compra do Banif. Vieira Monteiro diz que apenas tinha o conhecimento geral das dificuldades do Banif e “foi aberto um concurso: concorremos”. O responsável notou que “durante muitos anos o banco apresentou prejuízos sistematicamente e, portanto, chegámos à situação que as autoridades determinaram, não fomos nós”. Vieira Monteiro sublinhou, contudo: “No Santander não costumamos fazer mais negócios”.

 Banif (II): “Para nós, foi sempre um processo competitivo”

E havia outras propostas? “Não sei. Para nós, o processo foi sempre competitivo. Nós concorremos a esse processo, um processo competitivo. Apresentámos uma determinada proposta e, no dia em que fomos apresentar a proposta, foi-nos dito que tínhamos de fazer uma nova proposta porque tinha ia haver uma resolução”.

Banif (III): “Situações inesperadas no Banif”

António Vieira Monteiro diz que o “Santander Totta” não tem por hábito “adquirir maus negócios, mas negócios que pensamos poderem ser bons negócios”. Foi aí que Vieira Monteiro disse o seguinte: “Atualmente, tivemos algumas situações que nós não pensaríamos que estivessem no balanço do banco”. Que tipo de situações? “Na altura devida, irão saber”, afirmou o presidente do Santander, dizendo mais tarde: “Nós encontrámos situações a todos os níveis, quer ao nível de crédito quer ao nível de outras situações”. Sobre eventuais participações criminais associadas a essas surpresas: “nós não fazemos participações desse tipo”.

Banif (IV): “O risco (das situações inesperadas) é todo nosso”

O Santander salientou, contudo, que o risco associado a estas “situações inesperadas” é “totalmente” do banco liderado por António Vieira Monteiro, rejeitando a possibilidade de virem a ser feitas segundas contas precipitadas por esta questão.

Novo Banco (I): “Naturalmente, olharemos mais uma vez para o processo”

  • “O Banco Santander é um grande banco e está sempre atento àquilo que se passa à sua volta. Naturalmente, olhará mais uma vez para o processo do Novo Banco”, afirmou Vieira Monteiro. “Mais do que isso não posso dizer porque ainda não sabemos os contornos – o caderno de encargos ainda não é conhecido. É na base desse caderno de encargos que estaremos em condições de decidir se estamos interessados ou não”. Mas ficou claro que o Santander irá acompanhar, “com certeza, o processo”.

    Novo Banco (II): Santander teria preferido recapitalização maior

    António Vieira Monteiro comentou, também, a medida de recapitalização do Novo Banco pode não ter sido suficiente para tornar confortável a posição da instituição. “Se calhar teria sido melhor ser mais dinheiro, para ficarmos mais contentes com a situação. Mas ainda não vimos as contas do banco, não quero fazer mais comentários” para já.

  • Conluios não existem, caros senhores

    “Conluios não existem, caros senhores”, afirmou António Vieira Monteiro, numa questão sobre se o Santander Totta tinha há mais tempo conversado com alguém sobre a compra do Banif. A fechar a conferência de imprensa, Vieira Monteiro diz que apenas tinha o conhecimento geral das dificuldades do Banif e “foi aberto um concurso: concorremos”.

  • Santander está a “analisar” redundâncias após Banif

    Sobre as redundâncias: “Estamos a identificar” redundâncias após a compra do Banif, diz Vieira Monteiro.

    • “Existem agências algumas em frente às outras. Acho que algures há uma rotunda onde temos três agências”. “A racionalização das redes é um elemento crucial para a atividade. “Estamos a identificar quais são os balcões mas só depois de haver uma integração informática pode haver uma fusão plena das unidades em causa”.

      Também sobre a conta de funcionários. “Também estamos a analisar. Haverá saídas normais e pessoas que podem ser usadas noutras funções. Estamos a fazer uma análise”.

    • Sobre a saúde dos sistema financeiro. “Tem atravessado alguns problemas. Se não dissessemos que não havia problemas, não se teriam passado casos como os que passámos. O sistema financeiro tem de se capitalizar, tem de rentabilizar. Isso é fundamental. A consolidação vai ter de existir, não só em Portugal mas em toda a Europa”.

      Sobre a proposta do Orçamento do Estado: “Vamos ver. Ainda temos só algumas indicações gerais, mas tenho confiança na execução orçamental e que teremos um Orçamento que corresponderá às necessidades do país”