Archive for Fevereiro, 2016

Quem é Daniel Caires?

Domingo, Fevereiro 21st, 2016

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Sic com som

O caso Banif trouxe para primeiro plano Daniel Caires, um jovem que usou as redes sociais para juntar dezenas de lesados do banco. Daniel falou com clientes das ilhas e do continente e esteve na base da formação de uma associação que os representa. Mas este madeirense de 30 anos foi também notícia durante o último campeonato do mundo de futebol, por causa da venda ilegal de bilhetes. E essa memória não o ajuda.

Lesados do Banif nos Açores juntam-se a associação nacional para defender interesses

Domingo, Fevereiro 21st, 2016

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Açoreano Oriental

Clientes do antigo Banif nos Açores decidiram hoje integrar a associação nacional que vai defender os interesses dos lesados daquele banco.

“O que decidimos foi não fazer uma associação só nos Açores, mas fazer uma delegação para ser integrada na associação nacional”, afirmou aos jornalistas o porta-voz da reunião, que juntou cerca de 60 lesados do ex-Banif em Vila Franca do Campo, na ilha de São Miguel.

Carlos Presunça adiantou que a associação deverá ter sede no Funchal, Madeira, a sede do Banif, e uma das primeiras ações a programar é uma “grande manifestação” junto à Assembleia da República, em Lisboa.

“Para que toda a gente veja que nós, Banif, acionistas, obrigacionistas, somos lesados e fomos lesados de uma maneira que não há explicação para aquilo que aconteceu”, considerou, garantindo que os lesados irão lutar por tudo a que têm direito.

Confrontado com as declarações do presidente do banco Santander Totta que esta semana disse que está a ser estudada a situação dos clientes do ex-Banif que subscreveram obrigações subordinadas, que totalizam 3.500 em todo o país com valores de 263 milhões de euros, Carlos Presunça expressou o desejo que “as palavras do sr. presidente sejam realmente o sentimento que corra por parte de toda a instituição financeira Santander”.

“Não nos fecha a porta, diz que está a estudar, quando se está a estudar é porque já há qualquer coisa na manga”, adiantou Carlos Presunça, um dos delegados da associação nos Açores.

Na quarta-feira, após uma audiência com o presidente do Governo Regional dos Açores, Vasco Cordeiro, em Ponta Delgada, o presidente do Santander Totta, António Vieira Monteiro, disse que o banco não tem nenhuma obrigação relativamente às obrigações subordinadas.

“O banco é responsável, sim, pelos depósitos, pelas obrigações seniores e pelas obrigações hipotecárias”, mas “não quer dizer, tendo em atenção esta realidade, que para defesa da sua franquia comercial, o banco não esteja a estudar e a ver alguma coisa sobre essa matéria”, declarou António Vieira Monteiro, alertando, contudo, que “os problemas que possam vir a ser resolvidos e a maneira como vão ser resolvidos não quer dizer que seja alguma vez de cem por cento”.

A este propósito, Carlos Presunça sustentou que esta “é uma questão que se terá que falar quando as negociações começarem a ser feitas, se houver negociações feitas diretamente com a associação de lesados” que vai representar todos os lesados, independentemente dos produtos subscritos.

A 20 de dezembro, o Governo e o Banco de Portugal anunciaram a resolução do Banif, com a venda de parte da atividade bancária ao Santander Totta, por 150 milhões de euros, e a transferência de outros ativos – incluindo ‘tóxicos’ – para a nova sociedade veículo Oitante.

A resolução foi acompanhada de um apoio público de 2.255 milhões de euros, a que se somam duas garantias bancárias do Estado no total de 746 milhões de euros.

O Banif (em processo de reestruturação desde 2012) era o sétimo maior grupo bancário português e líder de mercado nos Açores e na Madeira.

Ricciardi “surpreendido” com resolução do Banif defende consolidação da banca nacional

Domingo, Fevereiro 21st, 2016

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Negócios

O presidente executivo do banco de capitais chineses Haitong, José Maria Ricciardi, disse que ficou surpreendido com a resolução do Banif, defendendo a consolidação do sistema financeiro português e europeu.

“Fiquei surpreendido com o desfecho da operação nos termos em que ocorreu”, afirmou José Maria Ricciardi à agência Lusa, quando instado a comentar o processo de resolução do banco do Funchal.

Sem querer comentar o valor de venda do Banif ao Santander Totta, que tem sido criticado, o antigo presidente executivo do Banco Espírito Santo Investimento (BESI) defendeu que “é fundamental que a consolidação bancária se verifique com entidades que tenham capacidade de fazer os investimentos e de assegurar o futuro dos trabalhadores e dos depositantes”.

Para Ricciardi, “os sistemas financeiros português e europeu têm de se consolidar, porque as margens, que são a principal fonte de receita dos bancos, estão cada vez mais estreitas nesta conjuntura, e portanto é preciso mais eficiência para rentabilizar os bancos comerciais”. “O resto é uma ilusão”, sublinhou, considerando que “há bancos a mais na Europa e em Portugal”.

Por isso, defendeu, “é preciso uma consolidação para que os bancos possam ter uma rentabilidade mínima, porque se não tiverem não vão conseguir ter capital, porque não vai haver investidores nos bancos e não havendo os bancos não tem capacidade de emprestar dinheiro à economia”.

O processo de venda do Banif vai dominar os trabalhos da Comissão de Inquérito parlamentar, que tem início em Março, para se proceder à “avaliação de riscos e alternativas” da decisão, “no interesse dos seus trabalhadores, dos depositantes, dos contribuintes e da estabilidade do sistema financeiro”.

A 20 de Dezembro o Governo e o Banco de Portugal anunciaram a resolução do Banif, com a venda de parte da actividade bancária ao Santander Totta, por 150 milhões de euros, e a transferência de outros activos – incluindo ‘tóxicos’ – para a nova sociedade veículo.

A resolução foi acompanhada de um apoio público de 2.255 milhões de euros, sendo que 1.766 milhões de euros saem directamente do Estado e 489 milhões do Fundo de Resolução bancário, que consolida nas contas públicas.

Santander quis devolver Banif Bahamas ao Estado. Detetados movimentos suspeitos

Domingo, Fevereiro 21st, 2016

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Observador

Santander comunicou ao Estado uma realidade diferente da transmitida sobre as contas atribuídas a emigrantes. Devolução do Banif Internacional foi afastada. Banco nas Bahamas será liquidado.

O Santander tentou devolver o Banif Bahamas ao Estado, segundo avança a edição deste sábado do Expresso. Na origem desta iniciativa do banco espanhol estará uma realidade distinta daquela que foi reportada pelas autoridades portuguesas quando negociaram a venda do Banif. O Expresso refere mesmo que existem suspeitas de que estas contas foram utilizadas para movimentos irregulares, designadamente de branqueamento de capitais, situação que estará a preocupar as autoridades americanas.

Em causa estão contas que foram identificadas como pertencendo a emigrantes, de acordo com a informação reportada pelo Banco de Portugal ao Ministério das Finanças, e que por isso foram salvaguardadas pela medida de resolução, tendo ficado totalmente garantidas, não obstante terem feito parte dos ativos comprados pelo Santander Totta.

Em resposta ao Expresso, o Ministério das Finanças confirma ter sido contactado, informalmente pelo banco controlado por capitais espanhóis, mas remete responsabilidades para o Banco de Portugal sobre a identificação e caracterização das referidas contas.

O comprador escolheu os ativos do Banif que quis comprar nesse fim de semana, mas a avaliação da sua qualidade foi feita sob pressão do tempo. E as contas que foram descritas como depósitos incluía também créditos, alguns dos quais sem garantias reconhecidas no balanço.

Segundo as Finanças, o Santander deu conhecimento de que “a realidade encontrada no Banif Internacional, sedeado nas Bahamas, era diversa da dada a conhecer pelo Banco de Portugal, quer ao governo, quer ao Banco Santander no momento da venda”.

Contactado pelo Observador, fonte oficial do Santander Totta confirma que houve conversas a nível técnico com as Finanças sobre os ativos das Bahamas. A questão da devolução ao Estado terá sido uma possibilidade abordada, mas chegou-se à conclusão de que não seria a melhor solução. O Santander confirma que oBanif Internacional será liquidado, como estava previsto no acordo de resolução, e garante que os depósitos estão todos salvaguardados.

O Ministério das Finanças diz que está a desenvolver os procedimentos adequados para clarificar as dúvidas que venham a surgir. O Santander, segundo informação confirmada pelo Observador, irá tentar recuperar os créditos associados às contas nas Bahamas, mas terá de assumir perdas com o que não conseguir reaver, o que poderá representar um valor importantes. Estas eventuais perdas não estão cobertas pela garantia dada pelo Estado no quadro do acordo de venda do Banif.

No comunicado divulgado a 16 de janeiro em que desmente notícias sobre as poupanças que teria obtido na resolução do Banif se tivesse envolvidas as obrigações seniores, o Ministério das Finanças refere que a participação desta dívida “implicaria o bail-in adicional de cerca de 200 milhões de euros de depósitos de emigrantes considerados como subordinados”. Alguns detes depósitos estaram nas Bahamas.

Segundo relata o Expresso, entre os movimentos suspeitos reportados às autoridades competentes, não se sabe se foram entidades portuguesas ou apenas americanas, estarão créditos concedidos a entidades relacionadas com os acionistas privados do Banif, para além de garantias fora do balanço. Até agora, não se conhece nenhum inquérito aberto pelo Ministério Público a suspeitas de práticas de natureza criminal associadas ao Banif.

António Costa carrasco do Banif

Sábado, Fevereiro 20th, 2016

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Diário de Notícias Opinião Miguel Sousa

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“São mais ladrões dos que os da Venezuela e da África do Sul”

Sábado, Fevereiro 20th, 2016

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Diário de Notícias

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Banif: PCP pede documentação adicional

Quinta-feira, Fevereiro 18th, 2016

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Económico

Pedido apresentado ao Banco de Portugal pelo grupo parlamentar comunista.

O grupo parlamentar do PCP pediu hoje documentação adicional ao Banco de Portugal (BdP) no âmbito do inquérito ao processo de resolução do Banif, num dia em que os socialistas endureceram as críticas ao governador, Carlos Costa.

No parlamento português, o líder parlamentar do PS, Carlos César, defendeu mudanças no BdP, considerando que os depositantes e utilizadores do sistema financeiro têm de recuperar a confiança e que a imagem do regulador é de crescente fragilidade.

Em Bruxelas para o Conselho Europeu, o primeiro-ministro, António Costa, escusou-se a comentar se Carlos Costa deve abandonar o cargo de governador do Banco de Portugal (BdP), recordando que a instituição “goza de independência”, enquanto o ex-primeiro-ministro e líder do PSD, Passos Coelho, reconheceu haver “factos que têm gravidade” no caso dos lesados do BES, embora remetendo comentários para quando estiver em Lisboa.

Entretanto, os deputados comunistas, que já tinham pedido audiências a Passos Coelho, seus ministros das Finanças, além do actual, Mário Centeno, e também ao governador do BdP, entre outras personalidades, na Comissão Parlamentar de Inquérito à resolução do Banif, apresentaram hoje novos pedidos de documentos aos já efectuados junto de diversas entidades.

“Todos os relatórios do BdP e de equipas técnicas do BdP sobre o Banif. O relatório de auditoria interna da Comissão de Avaliação do BdP sobre a supervisão no caso do BES. Os relatórios e conclusões dos ‘testes de stress’ realizados ao Grupo Banif”, constam do novo requerimento dos parlamentares do PCP.

O “avaliar” do “comportamento da autoridade de supervisão financeira, o Banco de Portugal, sobre o caso Banif, é um dos objectivos da comissão parlamentar de inquérito sobre a venda do banco.

O processo de venda, em Dezembro de 2015, irá dominar os trabalhos para se proceder à “avaliação de riscos e alternativas” da decisão, “no interesse dos seus trabalhadores, dos depositantes, dos contribuintes e da estabilidade do sistema financeiro”.

A 20 de Dezembro o Governo e o Banco de Portugal anunciaram a resolução do Banif, com a venda de parte da actividade bancária ao Santander Totta, por 150 milhões de euros, e a transferência de outros activos – incluindo ‘tóxicos’ – para a nova sociedade veículo.

A resolução foi acompanhada de um apoio público de 2.255 milhões de euros, sendo que 1.766 milhões de euros saem directamente do Estado e 489 milhões do Fundo de Resolução bancário, que consolida nas contas públicas.

Passos Coelho: Conflito entre António Costa e Carlos Costa é grave

Quinta-feira, Fevereiro 18th, 2016

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O anterior primeiro-ministro, que decidiu a recondução de Carlos Costa como governador do Banco de Portugal, não se quis alongar sobre as críticas de António Costa ao regulador. Mas afirma que os factos são “graves”.

Portugal vive um momento de “gravidade”, segundo afirma Pedro Passos Coelho quando questionado sobre os ataques que António Costa tem dirigido ao governador do Banco de Portugal, Carlos Costa.

“Há factos que têm gravidade, não vou disfarçar, e que se estão a passar em Portugal”, disse o antigo primeiro-ministro em Bruxelas, segundo declarações transmitidas pela TVI24, quando questionado sobre o tema.

Na capital belga, Passos Coelho não quis adiantar mais pormenores mesmo apesar das perguntas repetidas dos jornalistas. São questões “graves mas que merecem ser devidamente respondidas”, disse, remetendo mais comentários para quando regressar a Lisboa.

Foi Pedro Passos Coelho que, no ano passado, optou por reconduzir Carlos Costa como governador do Banco de Portugal, mesmo enfrentando a oposição da esquerda parlamentar. Na altura, o PS já questionava o governador mas com a chegada de António Costa ao poder as críticas subiram de tom.

Esta quarta-feira, o actual primeiro-ministro dirigiu mesmo farpas ao governador no caso do papel comercial: “Tenho de lamentar a forma como a administração do Banco de Portugal tem vindo a arrastar uma decisão sobre estas matérias”, declarou o líder do Executivo num evento de divulgação do Simplex, em Aveiro.

Um dia depois, António Costa voltou a lamentar que o Banco de Portugal esteja a adiar “aquilo que é o mínimo num Estado de Direito” mas lembrou que o regulador “goza de independência”, pelo que não pode ser afastado.

Estas não foram críticas inéditas do primeiro-ministro ao líder do regulador do sector financeiro, já que já tinha questionado os seus poderes de resolução e a opção de troca de dívida sénior no Novo Banco, que se encontra agora cercado de ataques.

PSD insiste em auditorias específicas ao Banif e esquerda abre margem para aprovar

Quinta-feira, Fevereiro 18th, 2016

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Negócios

A auditoria externa e independente que o PSD queria promover no Banif foi chumbada pela esquerda mas o partido voltou à carga com propostas de auditoria específica. Há possibilidade de aprovação mas ainda é cedo.

A discussão em torno da auditoria externa ao Banif continua na comissão parlamentar de inquérito, mesmo depois de os deputados da esquerda terem já recusado, por duas vezes, aquela iniciativa do PSD.

Esta quarta-feira, 17 de Fevereiro, o PSD voltou à carga e fez um novo requerimento mas diferente do anterior, que foi chumbado. Enquanto inicialmente era uma “auditoria externa e independente” aos últimos anos de vida do Banif, que foi chumbado pelo PS, BE e PCP, agora os deputados social-democratas avançam com três objectos específicos.

No requerimento que deu entrada esta quarta-feira, há três pontos a ser alvo de uma auditoria externa: “as manifestações de interesse de compra do Banif, vinculativas ou não, antes e após a notícia da TVI onde foi abordada a iminente falência do banco”; a “evolução dos depósitos e rácios de capital no mesmo horizonte temporal e o impacto que esta teve sobre as manifestações de interesse de compra do Banif”; “a avaliação contabilística dos activos transferidos para a Oitante, antes e após a sua transmissão e ao racional subjacente à assunção das correspondentes imparidades”.

Na reunião que decorreu aquando da apresentação do documento, esta quarta-feira, o deputado comunista Miguel Tiago ressalvou que a proposta agora apresentada é bastante diferente da anterior, pelo que teria de ser analisada, ainda que tenha reforçado que questiona a entrega de trabalhos a auditoras externas – o partido considera que as auditoras estão envolvidas na origem e na ocultação dos problemas da banca.

Mariana Mortágua, do BE, afirmou que havia “pontos de interesse que podem ser discutidos” com base no ponto de partida do documento, e acrescentou logo a possibilidade de se vir a pedir ajudar no caso dos activos por impostos diferidos (cuja conversão gera descontos nos impostos a pagar no futuro aos bancos).

Já o PS, por Jorge Lacão, defendeu que as entidades a quem foi solicitada informação poderão ajudar a responder aos temas avançados pelo PSD e que, por isso, não se sabe ainda se será efectivamente necessário recorrer à auditoria externa. “Como é que vou decidir se quero uma auditoria externa antes de saber a informação que a autoridade de supervisão e a administração à época podem dar?”, questionou o deputado socialista, rematando para o futuro uma decisão sobre o requerimento.

Carlos Abreu Amorim mostrou-se satisfeito com estas posições (o CDS, por João Almeida, já tinha dito que iria aprovar qualquer auditoria que permitisse apurar os factos), adiantando que “desde o início” que o PSD está disposto a negociar. “Pode ser feito trabalho a partir daqui e debater-se o conteúdo destes três pontos”, disse.

O PS, com a colaboração dos partidos de esquerda, já tinha aberto a possibilidade de, em questões mais técnicas, ser pedida ajuda à UTAO, a unidade independente que funciona junto do Parlamento e que olha para aspectos orçamentais.

A comissão de inquérito ao Banif vai olhar para os últimos anos de vida do Banif, incluindo a recapitalização de 2011, cujo não reembolso do dinheiro emprestado desencadeou a medida de resolução, que passou pela divisão do banco e entrega da principal parte do negócio aoSantander Totta.

Carlos Rodrigues preside à comissão de inquérito ao Banif

Quinta-feira, Fevereiro 18th, 2016

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Diário de Notícias da Madeira

O deputado do PSD Carlos Rodrigues vai presidir à comissão parlamentar de inquérito ao Banif que foi instalda, esta manhã, no intervalo dos trabalhos da Assembleia Legislativa da Madeira.

A comissão, criada através de um requerimento apresentado pelo PS e subscrito por outros deputados da oposição, terá como vice-presidente Rui Barreto (CDS) e Jaime Leandro (PS) como secretário.