Esclarecimento sobre a nossa relação com as associações de lesados

Desde a primeira hora que estabelecemos as seguintes regras, no tocante ao nosso relacionamento com as associações de defesa dos lesados dos bancos:

  1. Não prestamos serviços a nenhuma associação. Prestamos serviços a pessoas físicas e jurídicas, que podem ou não ser sócios de associações.
  2. Temos o maior respeito pelas associações e consideramos que o seu papel é importantíssimo. Por isso respeitamos a sua autonomia.
  3. Consideramos que as associações tem um escopo e os advogados têm outro. Umas desenvolvem a sua atividade na sociedade civil. Os advogados fazem-no nos tribunais.

Desde o inicio do “Caso Banif” aconselhamos os nossos clientes a inscrever-se nas associações que se foram perfilando.

Uma dessas associações solicitou-nos que lhe enviássemos uma proposta de condições para prestação de serviços aos seus associados, o que fizemos prontamente.

Passados uns dias, tomamos conhecimento de uma circular da referida associação, informando que tinham contratado uma outra sociedade de advogados, que oferecia, segundo a associação,  melhores condições.

De imediato respondemos que aceitavamos prestar serviços nas mesmas condições aos associados dessa associação, o que não foi por ela comunicado aos mesmos.

A tabela originária que apresentamos tem valores mais baixos do que os dos nossos concorrentes para investimentos de valor inferior a 35.000,00 €.

Para os investimentos de valor superior a 35.000,00 € acompanhamos os preços dos nossos concorrentes para os associados da ALBOA.

Continuamos a defender que é importante a participação das pessoas lesadas nas associações cívicas, mas mantemos a nossa autonomia e continuaremos a fazer tudo para, no respeito das boas regras da advocacia não nos envolvermos nem deixarmos que nos envolvam em lógicas de cartel.

Queremos deixar claro que não temos nenhuma dependência de nenhuma associação e que não aceitamos diretivas de nenhuma associação, sem prejuízo de continuarmos a aconselhar os nossos clientes a participar no movimento associativo.

Não é viável a defesa dos direitos sem a autonomia dos advogados.

13/3/2016

Miguel Reis