Carlos Tavares não sabia. Foi o Banco de Portugal que propôs limite no financiamento ao Banif – como aconteceu

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Observador Comissão de Inquérito Carlos Tavares ao vivo

  • Em noite de jogo do Benfica, a audição ao presidente da CMVM ficou-se pela primeira ronda. As perguntas a Carlos Tavares, que também é benfiquista, duraram um pouco menos de três horas. As audições serão retomadas esta quinta-feira com o presidente da PricewaterhouseCoopers (uma das auditoras do Banif) José Bernardo.

  • Carta da CMVM ao Banif no final de 2013 alerta para falhas de controlo e gestão de risco

    Eurico Brilhante Dias do PS coloca perguntas sobre a evolução da supervisão no que toca aos auditores. Carlos Tavares não conhece sanções graves aplicadas a auditores.

    O deputado cita uma carta da CMVM ao Banif, de 11 dezembro de 2013, que descreve o que “classifica de rol de horrores”: falta de meios humanos, ausência de mecanismos de risco adequados na concessão de crédito e de controlo, indefinição de meios que permitam saber o nível de crédito concedido aos administradores, são alguns dos 31 pontos destacados por Eurico Brilhante Dias que, lembra, que o banco já tinha alvo de recapitalização pública em janeiro desse ano.

    Foi dado um prazo de 14 de fevereiro para as falhas serem corrigidas. Foram? Carlos Tavares não sabe. E diz que se não foram corrigidos terá sido aberto um processo de contraordenação. Revela ainda que é dado conhecimento ao Banco de Portugal.

  • O deputado do PSD, Miguel Morgado, volta ao tema da notícia da TVI e o seu impacto na fuga de depósitos. Não viu motivos para suspender as ações?

    “Ponderámos suspender e lidámos com todo o cuidado”. Carlos Tavares revela que houve contactos com o Ministério das Finanças e o Banco de Portugal na segunda-feira de manhã para saber se mais alguma informação, para além da prestada pelas Finanças. Foi dito que não. O processo de venda estava m curso e era apenas isso.

    Para o presidente da CMVM, a interrupção da transação naquela altura, com as cotações a cair, podia ser visto como um sinal de desconfiança em relação à informação prestada pelo Ministério das Finanças que, entre outras coisas, garantia a segurança dos depósitos no Banif.