Banif. Alto quadro do Banco de Portugal aponta culpas a António Costa

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Rádio Renascença Carlos Albuquerque com som

Carlos Albuquerque revelou aos deputados que algumas notícias, em meados de Outubro do ano passado, degradaram a situação do banco.

O director do departamento de supervisão do Banco de Portugal, Carlos Albuquerque, admite que o primeiro-ministro, António Costa, está no lote de responsáveis políticos que diminuíram a confiança no Banif.

Carlos Albuquerque aponta culpas a António Costa

A posição do alto quadro do banco central foi manifestada esta quinta-feira na comissão de inquérito parlamentar à venda e resolução do Banif.

Carlos Albuquerque revelou aos deputados que algumas notícias, em meados de Outubro do ano passado, degradaram a situação do banco.

Perante a insistência da deputada do PSD, Emília Cerqueira, acabou por nomear António Costa.

“Foram notícias públicas por parte de alguns responsáveis políticos, não criticando mas colocando o Banif na esfera [dos bancos com alguma dificuldade]”, começou por dizer o director do departamento de supervisão do Banco de Portugal.

Questionado se António Costa é um desses políticos, Carlos Albuquerque começou por dizer: “Porventura, porque não estou absolutamente seguro”.

“Foram várias notícias que colocaram o Banif na esfera dos bancos com alguma dificuldade”, prosseguiu. Nomeadamente por António Costa? “Pode ser”, admitiu o alto quadro do Banco de Portugal.

Em causa estará uma entrevista de António Costa à TVI, a 18 de Outubro, em que falou de surpresas desagradáveis nas reuniões que teve com a coligação, em concreto no sistema financeiro.

Perante os deputados, Carlos Albuquerque reconheceu que a situação do Banif foi-se deteriorando junto da opinião pública e a entidade apresentava “especiais dificuldades de recuperação”.

O responsável pela supervisão aponta o dedo a “desvios nos pressupostos económicos no plano de recapitalização” do banco firmado em 2013.

“O Banif não apresentava capacidade de reforço dos capitais próprios com recursos aos accionistas privados”, sublinhou.