De Bagão Félix a Rio. Quem são os 51 notáveis

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Diário de Notícias

Lista de subscritores inclui personalidades como Manuela Ferreira Leite, Henrique Neto, João Salgueiro ou José Roquette

A lista é extensa e os nomes de peso. Ao todo, 51 personalidades juntaram-se em torno do combate à espanholização da banca, ainda que aligeirem o tom e deem o nome de “Reconfiguração da banca em Portugal – Desafios e linhas vermelhas” ao manifesto.

Ao grupo fundador composto por Alberto Regueira (presidente da assembleia geral da Deco), pelo sociólogo António Barreto, por João Salgueiro (ex-ministro das Finanças e antigo vice-governador do Banco de Portugal), José António Girão (ex-vice reitor da Universidade Nova de Lisboa e antigo quadro do Banco de Portugal), pelo antigo ministro da Defesa Júlio Castro Caldas e por Manuel Pinto Barbosa (antigo presidente da TAP) juntam-se mais 45 figuras, como se pode ver no próprio site do movimento.

Álvaro Beleza, Ângelo Correia, António Bagão Félix, António Capucho, Diogo Freitas do Amaral, Eduardo Catroga, Eduardo Marçal Grilo, Francisco Seixas da Costa, Henrique Neto, João Duque, João Ferreira do Amaral, João Salgueiro, João Vieira Lopes, José Ribeiro e Castro, José Roquette, Manuela Ferreira Leite, Miguel Beleza, Nuno Morais Sarmento, Pedro Ferraz da Costa ou Rui Rio são alguns dos notáveis que dão peso ao manifesto, que pode ser subscrito online.

Ora, o vasto grupo de reflexão defende que “é urgente combater o excesso de dirigismo das autoridades europeias, que com a anuência/conivência das autoridades nacionais estão a reconfigurar o setor bancário português sem ter em linha de conta as necessidades do tecido empresarial e da sociedade portuguesa, no quadro da sua internacionalização, com vista ao desenvolvimento”.

Ancorados no que aconteceu no Banif – com injeção de 2,25 mil milhões de euros públicos e venda imediata ao Santander Totta -, exigem que se olhe para o futuro da banca em Portugal com especial atenção, defendendo que não deverá acontecer o mesmo com o Novo Banco ou com o BCP.

Fazem, por isso, críticas à atuação do BCE, afirmando que “é fundamental garantir a existência da concorrência no que respeita à origem dos capitais e dos interesses que lhe estão associados”.