Há quatro candidatos na corrida ao banco de investimento do Banif

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A N+1 é o assessor financeiro da Oitante nesta venda. Os escolhidos vão agora avançar com as ‘bidding offers’, passo prévio à escolha final do vencedor.

Os assessores financeiros da Oitante escolheram quatro das propostas não vinculativas apresentadas para passar à fase da apresentação de ofertas vinculativas “bidding offers”. Os quatro interessados da ‘short-list’, cuja identificação não foi possível apurar, vão agora avançar com propostas vinculativas, passo essencial para os assessores da Oitante – que ficou com os activos não-estratégicos do Banif – fecharem o acordo de venda.

O Banif Banco de Investimento foi integrado na Oitante no processo de separação de activos inerente à Medida de Resolução aplicada ao banco que era da família Roque. A sociedade ficou no seu universo com sociedades como: a Açoreana (a ser vendida a Apollo); a Banif Gestão de Activos; a Banif Fundos de Investimento Imobiliários; Gamma – Sociedade de Titularização de Créditos (em processo de venda, estando na corrida o Santander Totta); a Banif Capital de Risco e a Banif Sociedade Gestora de Fundos de Pensões.

A Oitante, cujo Conselho de Administração é liderado por Miguel Barbosa, tem como missão vender alguns dos activos que não foram integrados no processo de venda ao Banco Santander Totta, que ocorreu no fim do ano passado.

As mais-valias da venda dos activos da Oitante revertem para o Fundo de Resolução e não para o Estado. Porque o veículo de gestão de activos só podia ser constituído pelo Fundo de Resolução em ambiente de Resolução. No entanto recentemente, na Comissão de Inquérito ao Banif, António Varela, ex-administrador do banco por conta do Estado, disse que era expectável que o encaixe da venda de activos acima do valor que foi injectado pelo Fundo de Resolução, 489 milhões de euros, venha a ser canalizado para amortizar o custo do Estado com a Resolução. “Será encontrada uma solução para canalizar o restante encaixe para o Estado”, disse o ex-gestor do Banif e ex-administrador do Banco de Portugal (que se demitiu este ano) na CPI ao Banif.

O banco de investimento que está à venda tem capitais próprios acima de 20 milhões de euros, depois de um aumento de capital (de 29,4 milhões) feito no âmbito da Resolução do Banif – para compensar os impactos da saída da instituição do perímetro do Banif. O reforço foi feito através da conversão de dívida e de depósitos – o Banif Banco de Investimento ficou com um capital social de 114,4 milhões de euros.

Desse aumento de capital feito em Janeiro, cerca de 15 milhões de euros corresponderam a dívida emitida pela instituição e que estava na carteira do Banif, mas que passou para a Naviget (que depois passou a chamar-se Oitante) no contexto da resolução, uma vez que o Santander Totta recusou ficar com as operações intra-grupo. Os restantes 14,44 milhões de euros resultaram da conversão de depósitos que esse veículo tinha no banco de investimento e que herdou do Banif.