Financial Times destingue Cuatrecasas por solução encontrada para resolver o Banif

Citamos

Económico

Há quem tenha esteja candidato a um prémio pela solução que foi aplicada ao Banif no fim do ano passado: a Cuatrecasas. “Foi a primeira vez que um banco foi dividido em três partes, com a venda ao Santander Totta do negócio de retalho, a criação de um “banco mau” e a transferência de activos contingentes para uma gestora de activos”, e foi por isso que o Financial Times seleccionou o escritório de advogados, pelo sei “carácter pioneiro”

A Cuatrecasas, Gonçalves Pereira está nomeada para os FT Innovative Lawyers Awards 2016 pelo trabalho desenvolvido para o Banco de Portugal na resolução do Banif – Banco Internacional do Funchal e venda de parte dos activos ao Banco Santander Totta, avança o escritório em comunicado.

O Financial Times seleccionou a Cuatrecasas, Gonçalves Pereira como finalista dos prémios por reconhecer o carácter pioneiro da assessoria prestada ao Banco de Portugal na preparação, estruturação e implementação das medidas de resolução do Banif, em 2015. Foi a primeira vez que um banco foi dividido em três partes, com a venda ao Santander Totta do negócio de retalho, a criação de um “banco mau” e a transferência de activos contingentes para uma gestora de activos.

No fim do ano passado a Resolução ao Banif levou à venda da actividade e da maior parte dos activos e passivos ao Santander Totta por 150 milhões de euros; à transferência de alguns activos do Banif para um veículo de gestão de activos (Oitante); ficando o Banif apenas com activos maus, cuja licença será revogada e o banco entrará em liquidação.

O Estado teve que injectar 1.766 milhões injectados directamente na instituição financeira, imediatamente antes da venda ao Santander Totta, para “cobrir contingências futuras”, e ainda teve de emprestar 489 milhões de euros do Fundo de Resolução bancário, que também conta para o défice.

O Financial Times seleccionou a Cuatrecasas, Gonçalves Pereira como finalista dos prémios por reconhecer o carácter pioneiro da assessoria prestada ao Banco de Portugal na preparação, estruturação e implementação das medidas de resolução do Banif, em 2015. Foi a primeira vez que um banco foi dividido em três partes, com a venda ao Santander Totta do negócio de retalho, a criação de um “banco mau” e a transferência de activos contingentes para uma gestora de activos.

A assessoria foi coordenada pela sócia Maria João Ricou e envolveu uma equipa multidisciplinar com mais de 12 advogados incluindo, na área de Direito Bancário & Financeiro, os sócios Manuel Requicha Ferreira e Paulo Costa Martins, na área de Contencioso, os sócios Miguel Esperança Pina e Rita Gouveia, na área de Direito Público, o sócio Lourenço Vilhena de Freitas, na área do Direito do Trabalho, a sócia Maria da Glória Leitão, na área da Concorrência o consultor Ricardo Bordalo Junqueiro e ainda, na área Fiscal, o sócio Diogo Ortigão Ramos.

Os prémios serão dados a conhecer no dia 5 de Outubro, numa cerimónia em Londres, e visam reconhecer a inovação no mercado jurídico europeu.

A organização refere ter recebido este ano 620 candidaturas de 140 sociedades de advogados e empresas de serviços jurídicos diferentes. Já na sua décima primeira edição, o relatório FT Innovative Lawyers é um dos anuários e rankings de referência na Europa e os prémios que acompanham a sua publicação são tidos como dos que têm por base uma pesquisa mais exaustiva.

Já em 2015, a Cuatrecasas, Gonçalves Pereira tinha sido eleita pelo Financial Times como a sociedade de advogados que presta os serviços jurídicos mais inovadores da Europa na área de direito Societário e Comercial. Foi também distinguida na categoria de Responsabilidade Social e na categoria gestão estratégica de recursos. Ocupou nesse ano o 4.º lugar das mais inovadoras da Europa continental.