Lesados do Banif querem pressionar António Costa

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Diário de Notícias da Madeira

Associação faz convocatória para pedir no Funchal que o seu processo seja acelerado

A Associação de Lesados do Banif (ALBOA) está a convocar todos os seus associados para uma demonstração de força junto do primeiro-ministro que estará, amanhã, no Funchal. A manifestação irá ser realizada a partir das 16h45 na Quinta Vigia, sede oficial do presidente do Governo Regional, altura em que Miguel Albuquerque irá receber António Costa.

“Vamos aproveitar a presença do primeiro-ministro de Portugal, Dr. António Costa. Passem a palavra pelos vossos familiares e amigos”, convoca a ALBOA. “O primeiro-ministro de Portugal não quer resolver o problema dos lesados do Banif. Queremos as nossas poupanças! Já passaram mais de 880 dias e ainda não há novidades!”, acrescentam em tom mobilizador.

Numa manifestação que pretende ser “bastante participativa”, incentivando as pessoas a não ficarem em casa”, mesmo aqueles que estão doentes e inclusive com dificuldades de locomoção, lembra a ALBOA que a “Assembleia da República já aprovou uma recomendação para que exista uma solução. Uma recomendação aprovada por todos os partidos. O que espera o primeiro-ministro para resolver?”, questiona a associação.

Os três ‘culpados’

Entre as justificações para mais esta forma de pressionar o primeiro-ministro a agir, tal como já acontecera a 20 de Julho do ano passado, lembram que “os lesados do BES recebem este mês ou no início do próximo mês a primeira tranche da solução que foi conseguida para eles. Acreditamos que nos colocaram em modo ‘pausa’ para que os do BES fossem resolvidos primeiro, mas as pessoas já estão desesperadas”.

Referem ainda que “a CMVM (Comissão do Mercado de Valores Mobiliários) está de mãos atadas porque não assume que errou. Errou na fiscalização e na possibilidade de venda de produtos tóxicos aos comuns aforradores. E a CMVM tarda em passar uma declaração de venda fraudulenta ou realizar comissões especializadas para que tenhamos uma solução”, argumentam, apontando ainda o dedo ao “Banco de Portugal, ‘o todo o poderoso’ falhou no BES e falhou no Banif. É forte com os fracos e fraco com os fortes”.

Por fim, o “Governo da República tem de passar aos actos”, reforçando que “o primeiro-ministro já disse que estas pessoas foram aldrabadas, já disse que procurava uma solução para minorar as perdas das pessoas, problemas estes que chegaram ao de cima porque um banco que tinha a maioria da participação do Estado acabou por ser resolvido… mas ainda nada foi feito”, conclui a ALBOA.