Oitante acaba com presença do Banif em Espanha

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O veículo do Fundo de Resolução Oitante vendeu a participação de 33% no espanhol Banca Pueyo. O comprador é um dos outros accionistas, que exerceu o direito de preferência para tirar a posição a outros interessados.

A Oitante deu por concluída a saída de Espanha. Depois de vender a imobiliária Vegas Altas, o veículo herdeiro do Banif alienou a participação de 33% no banco de retalho Banca Pueyo. O comprador é o mesmo: um dos outros accionistas do banco, não identificado.

“A Oitante, S.A. (“Oitante”) informa sobre a conclusão do processo de alienação da participação na Banca Pueyo, S.A. (“Banca Pueyo”) a um dos actuais accionistas, que exerceu o direito de preferência”, aponta um comunicado enviado às redacções pelo veículo.

O direito de preferência foi utilizado por um dos accionistas porque havia outros interessados na participação de 33,32% da Oitante na Banca Pueyo. Segundo o relatório e contas de 2017, são sete os restantes accionistas (a Hornileza 2 e a Smart Business Operating têm, cada uma, participações de 14%, as mais relevantes após a Oitante).

Certo é que o mesmo accionista também comprou o outro activo que o veículo presidido por Miguel Artiaga Barbosa tem em Espanha, a imobiliária Vegas Altas que detém algumas das agências do banco.

“A conclusão desta operação ocorre após a submissão e respectivas autorizações das entidades competentes, nomeadamente o Banco de Portugal, Direção Geral da Concorrência da Comissão Europeia, Banco de Espanha e Banco Central Europeu, verificando-se as condições estabelecidas no Shares Sale and Purchase Agreement, assinado em 28 de Agosto de 2018”, aponta o comunicado.

A participação de 33,32% da Oitante na instituição financeira, que conta com 300 funcionários, estava avaliada pela Oitante em 11,2 milhões de euros, de acordo com dados de fecho de contas de 2017.

A Oitante deixa de estar assim presente em Espanha. O veículo, detido a 100% pelo Fundo de Resolução, ficou com os activos a vender e com o crédito malparado do antigo Banif que o Banco Santander Totta não quis adquirir, na resolução de 20 de Dezembro de 2015. Tem alienado activos para conseguir recuperar algum do valor.

Como já assumiu o seu presidente, a Oitante espera amortizar até 2021 a totalidade dos 746 milhões em obrigações emitidas em 2015 para financiar a queda do Banif. O que livra a activação da garantia prestada pelo Fundo de Resolução, que está contragarantida pelo Tesouro.