Archive for the ‘Banif Banco de Investimento’ Category

Santander Totta olha para Novo Banco e para Gamma e não quer Banif BI

Terça-feira, Maio 3rd, 2016

Citamos

Económico

Vieira Monteiro deixou um enigma sobre a corrida ao Novo Banco: “Estamos atentos ao que se passa no mercado e já vimos o caderno de encargos”. Sobre Gamma, sociedade de titularização de crédito, confessou o interesse, mas já quanto ao Banif Banco de Investimento, não tem interesse na sua aquisição.

Depois da compra dos activos e passivos do Banif, no final do ano passado, o Santander Totta, braço do espanhol Santander em Portugal, entrou definitivamente na rota das fusões e aquisições bancárias que se antevêem para os próximos anos. O BCE o quer e a fraca rentabilidade em Portugal a isso convida.

Por isso hoje é inevitável que em cada conferência de imprensa surja a pergunta “o Santander Totta vai comprar o Novo Banco?” António Vieira Monteiro, presidente em Portugal, disse a este propósito em tom enigmático: “Estamos atentos ao que se passa no mercado e já vimos o caderno de encargos”.

António Vieira Monteiro, à margem da conferência de imprensa de apresentação dos resultados do primeiro trimestre, não quis responder à pergunta, se depois de olhar para o caderno de encargos tinha escolhido uma das três opções que lá são dadas para investir no ex-BES. Como se sabe são: através do concurso no Procedimento de Venda Estratégica; no Procedimento de Venda em Mercado como ‘Cornerstone Investors’ [investidores de referência]; ou como investidores institucionais no IPO (Oferta Pública Inicial).

O presidente do Santander Totta disse apenas que “estamos atentos a essa ou a outras operações”.

Depois, questionado pelo Económico se estaria interessado na compra do Banif Banco de Investimento que está a ser conduzido pela Oitante com a assessoria da N+1, respondeu peremptoriamente “Não”.

Já em relação à Gamma, outra sociedade à venda pela Oitante, Vieira Monteiro admitiu o interesse, mas diz que é uma sociedade instrumental que essencialmente titulariza créditos que eram do Banif. Mas realçou que tinha sido aberto um concurso para a venda, pelo que deverá esperar pelo resultado para saber se adquire ou não a Gamma.

Por fim mostrou-se confiante das decisões judiciais que venham a ser tomadas em relação aos swaps com as empresas públicas, que, tudo indica serão julgados pelos tribunais ingleses. Embora possam ir também à barra do Tribunal de Justiça Europeu. “Estamos confiantes”, disse.

Propostas para a compra do Banif Banco de Investimento entregues até ontem

Quinta-feira, Abril 28th, 2016

Citamos

Económico

Fechou ontem, quarta-feira, o prazo para a entrega das propostas não vinculativas à N+1 que assessora a Oitante, para a compra do Banif Banco de Investimento. Há vários interessados no banco de investimento que

tinham até ontem para entregar as propostas não vinculativas. Segundo o Económico soube há vários interessados que apresentaram propostas, sendo que, pelo facto de não serem vinculativas ainda não é possível assegurar o sucesso da operação.

Não foi possível apurar quantos entregaram propostas, mas agora a sociedade N+1, que assessora a Oitante nesta operação, vai avaliar as propostas e escolher os que serão convidados a apresentar as propostas vinculativas. Segundo as nossas fontes é expectável que as propostas vinculativas para a compra do banco de investimento que era do Banif sejam entregues ainda em Maio.

O banco de investimento que está à venda tem capitais próprios acima de 20 milhões de euros, depois de um aumento de capital (de 29,4 milhões) feito no âmbito da Resolução do Banif – para compensar os impactos da saída da instituição do perímetro do Banif. O reforço foi feito através da conversão de dívida e de depósitos – o Banif Banco de Investimento ficou com um capital social de 114,440 milhões de euros.

Desse aumento de capital feito em Janeiro, cerca de 15 milhões de euros corresponderam a dívida emitida pela instituição e que estava na carteira do Banif, mas que passou para a Naviget (que depois passou a chamar-se Oitante) no contexto da resolução, uma vez que o Santander Totta recusou ficar com as operações intra-grupo. Os restantes 14,44 milhões de euros resultaram da conversão de depósitos que esse veículo tinha no banco de investimento e que herdou do Banif.

O Banif Banco de Investimento foi integrado na Oitante no processo de separação de activos inerente à Medida de Resolução aplicada ao banco que foi da família Roque. A sociedade tem no seu universo sociedades como: Banif Gestão de Activos; Banif Fundos de Investimento Imobiliários; Gamma – Sociedade de Titularização de Créditos; a Banif Capital de Risco e a Banif Sociedade Gestora de Fundos de Pensões.

A Oitante, cujo Conselho de Administração é liderado por Miguel Barbosa, tem como missão vender alguns dos activos que não foram integrados no processo de venda ao Banco Santander Totta, que ocorreu no fim do ano passado.

As mais-valias da venda dos activos da Oitante revertem para o Fundo de Resolução e não para o Estado. Porque o veículo de gestão de activos só podia ser constituído pelo Fundo de Resolução em ambiente de Resolução.

Recentemente, na Comissão de Inquérito ao Banif, António Varela, ex-administrador do banco por conta do Estado, disse que era expectável que o encaixe da venda de activos acima do valor que foi injectado pelo Fundo de Resolução, 489 milhões de euros, venha a ser canalizado para amortizar o custo do Estado com a Resolução. “Será encontrada uma solução para canalizar o restante encaixe para o Estado”, disse o ex-gestor do Banif e ex-administrador do Banco de Portugal (que se demitiu este ano) na CPI ao Banif.

A Companhia de seguros Açoreana foi vendida ao fundo norte-americano Apollo, processo que está na fase de aprovação pelas autoridades.

Há algumas propostas para a compra da Gamma, sociedade de titularização de créditos, nomeadamente a do Santander Totta que ficou com o negócio bancário que era do Banif, banco comercial. Pois a maior parte dos créditos titularizados pela Gamma foram originados no Banif.

A N+1 é uma entidade independente uma vez que não pertence a nenhum grupo financeiro, e é especializada em produtos e serviços financeiros “de alto valor acrescentado”, refere o site.

É vocacionada para banca de Investimento nomeadamente em operações de M&A (fusões e aquisições), Mercado de Capitais e Dívida, essencialmente para o segmento de empresas de médio porte. Para além de serem advisers de instituições em vendas e colocações em mercados de capitais.

Esta sociedade já tinha sido contratada pelo Banif, antes da Resolução, durante o mandato de Jorge Tomé, para encontrar uma solução privada que se substituísse ao Estado, que depois acabou por não ser possível por causa da medida de Resolução aplicada ao banco e venda do negócio bancário ao Banco Santander Totta. Foi a N+1 que apresentou a solução para a venda voluntária do Banif, que incluía o ‘carve-out’ [separação] dos activos problemáticos.

Em Portugal, a N+1 assessorou ainda a Sociedade Comercial Orey Antunes na aquisição de uma participação de 49,9% no espanhol Banco Inversis por 21,74 milhões de euros. A aquisição, anunciada em Julho de 2013 e concluída em Janeiro de 2016, faz parte de uma operação que consistiu na aquisição de 100% do Banco Inversis pela Banca March por 217,4 milhões, que posteriormente vendeu o negócio de ‘private banking’ da Inversis à Andbank por cerca de 180 milhões e os restantes 49,9% à OFH SARL, uma subsidiária da Orey Antunes.

 

 

Banif Banco de Investimento concretiza aumento de capital

Sexta-feira, Dezembro 30th, 2011

Citamos

Negócios

O Banif Banco de Investimento aumentou o seu capital social em 30 milhões de euros, através de novas entradas em dinheiro.

O Banif Banco de Investimento realizou, “na presente data, o aumento do seu capital social de 55.000.000,00 de euros para 85.000.000,00 de euros, conforme deliberado em reunião de Assembleia Geral de accionistas de 22 de Dezembro de 2011”, revela o comunicado emitido para a Comissão do Mercado de Valores Mobiliários (CMVM).

O aumento de capital foi realizado através “de novas entradas em dinheiro, no valor de 30.000.000,00 de euros e através da emissão de 6.000.000 de novas acções, escriturais, nominativas, no valor nominal de cinco euros cada, integralmente subscrito e realizado pelo accionista único Banif Investimentos SGPS SA”, adianta a mesma fonte.

Brasil já pesa metade nos resultados do Banif Investimento

Sexta-feira, Maio 14th, 2004

Citamos

TVI

O peso do Brasil nos resultados do Banif Investimento já atingiu os 50%, disse o presidente da instituição, Artur Silva Fernandes, em entrevista à Agência Financeira.

O Banif Investimento passou agora por uma mudança de imagem. Foi uma forma de se afastar da imagem da casa-mãe? Qual foi o objectivo dessa mudança?

É uma mudança de imagem, que se pretende que seja transversal ao grupo de banca de investimento, e portanto que seja uma imagem homogénea e consistente, quer a banca de investimento esteja em Portugal, Estados Unidos e Brasil, e posteriormente em Espanha ou em Londres. Entende-se que para dar ideia dessa transnacionalidade e dimensão, que abarca mais do que o mercado português, devia ter uma imagem universal.

Mas no Brasil, o banco de investimento está inserido na banca comercial¿

Há um processo de transformação no Brasil. Quem faz banca de investimento no Brasil é uma divisão de banca de investimento do Banif Primus, mas neste momento a instituição está a dividir-se em duas e vai ficar o banco comercial como Banif Brasil e o banco de investimento vai ser chamado Banif Primus Investimento.

Existe no Brasil uma corretora e uma gestora de activos e a corretora vai passar a banco, e formará uma nova corretora, ou seja, vai ficar um banco de investimento com uma corretora e com uma gestora de activos.

Vão avançar para o mercado espanhol e britânico? Quando é que pretendem ter essa presença?

Sim. Nós temos que fechar o círculo, ou seja, ter uma presença em Portugal, Brasil e Estados Unidos, e depois Espanha e Londres. Ainda não há nada definido. Uma coisa é sabermos para onde queremos ir, outra é faze-lo no timing adequado, com os parceiros certos e quando surgir a oportunidade de o fazer.

Qual é a dimensão de cada um desses mercados?

Em Espanha, poderíamos ter uma operação semelhante a Portugal, mas com uma dimensão mais pequena, ou mesmo idêntica se deslocalizarmos alguns serviços para Madrid. Poderá haver interesse em deslocalizar algumas actividades para Madrid, que é uma praça financeira mais importante que Lisboa. Desta forma, poderíamos ter uma presença ibérica com um centro bicéfalo, dividido entre Lisboa e Madrid.

Em Londres, é uma presença pequena, como a de Nova Iorque, essencialmente dedicada à equity. O mercado de fixed income pode ser coberto de Lisboa e Madrid.

O Brasil tem sido uma aposta do Banif Investimento. Qual o peso que o mercado brasileiro já tem nos resultados do banco?

Em termos de receitas, temos de cerca de metade do nosso trading e vendas nestes países e a outra metade em risco europeu. Em termos de resultados, não tem um peso tão elevado, uma vez que é capaz de representar metade em termos de mercados de capitais, mas depois há outras áreas, como corporate finance e gestão de activos, que diluem essa importância.

Mas não existe interesse em reforçar a gestão de activos?

Já temos gestão de activos no Brasil. Começámos há três anos com 30 milhões de reais, neste momento já temos 250 milhões de reais e achamos que podemos atingir 300 milhões no final deste ano.

Na gestão de activos é muito mais fácil angariar activos quando se tem uma rede de retalho, o que acontece em Portugal, mas não acontece no Brasil, onde estamos mais dedicados ao segmento private e institucional.

E existe a possibilidade de parcerias para distribuição dos fundos?

Recentemente assinámos um acordo de parceria estratégica para distribuição dos nossos fundos, com uma empresa distribuída e aconselhadora financeira de particulares, chamada Boutique de Investimentos, que tem seis ou sete dessas botiques e se encontra num processo de expansão.

E o mercado de corporate finance? É uma área de negócio onde pretendem apostar?

Absolutamente. A internacionalização da economia brasileira só pode ser maior e nós esperamos poder contribuir para tal, nomeadamente enquanto trabalhando o eixo Portugal-Brasil.