Archive for the ‘Fundo Apollo’ Category

Apollo quer pôr gestora de imóveis do ex-Banif à venda por 600 milhões

Terça-feira, Outubro 9th, 2018

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Negócios

A Apollo vai colocar os 85% que tem na Altamira à venda, segundo escreve o espanhol Expansión. A empresa, de que o Santander é accionista e cliente, espera receber até 600 milhões.

A Apollo pretende alienar a Altamira, a empresa que gere os imóveis do antigo Banif, segundo noticia o jornal espanhol Expansión.

A publicação adianta que o jornal distribuiu o documento perante os principais potenciais interessados, onde é assinalado que espera vender a sociedade – que detém por 85% – por um valor entre 500 e 600 milhões de euros.

O mesmo jornal refere que a importância é inferior aos mil milhões de euros de avaliação da Altamira há um ano.

A operação de venda da entidade, de que o Santander detém 15% do capital, deverá ser liderada pelo Goldman Sachs, sendo que o objectivo é que fique fechada no primeiro trimestre do próximo ano.

A Altamira é uma gestora de activos imobiliários de créditos malparados, pelo que foi no seio dessa actividade que, em Abril de 2017, acordou ficar com a responsabilidade de gestão e venda de activos de 1,5 mil milhões de euros da Oitante, o veículo que ficou com a herança do antigo Banif que o Santander Totta não quis adquirir aquando da resolução.

São 700 os funcionários desta entidade que gere activos de 50 mil milhões de euros, entre os quais do Santander e do Sareb (o banco “mau” que ficou com activos de bancos intervencionados em Espanha).

O fundo americano Apollo – que em Portugal é dono da Seguradoras Unidas (Tranquilidade e Açoreana) – recusou-se a comentar o tema ao Expansión, mas rejeitou que esteja em causa um desinvestimento em Espanha. Isto porque no mês passado vendeu ao Bankinter o espanhol Evo Bank e a filial irlandesa de crédito ao consumo Avantcard.

Em Portugal, tem havido também notícias que dão conta do interesse do fundo de “private equity” em alienar as companhias seguradoras.

A actividade de fundos de “private equity” é investir no capital de empresas e reestruturá-las para possibilitar a sua venda.

Ex-gestores do BCP e CGD e líder do Banif “mau” analisam activos problemáticos do NB

Terça-feira, Novembro 28th, 2017

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Negócios

Miguel Athayde Marques, José Bracinha Vieira e José Rodrigues Jesus, o último como presidente, são os escolhidos para acompanhar os activos do Novo Banco que podem obrigar a injecção de capital pelo Fundo de Resolução.

O Fundo de Resolução já tem os três nomes para a comissão que vai analisar os activos problemáticos do Novo Banco, que podem obrigá-lo a uma injecção adicional de até 3,9 mil milhões de euros.

 

Segundo adianta na edição desta sexta-feira, 24 de Novembro, o Jornal Económico, e confirmou o Negócios, o presidente da comissão de acompanhamento do Novo Banco é José Rodrigues Jesus, que será coadjuvado por Miguel Athayde Marques e ainda José Bracinha Vieira. O anúncio oficial deverá ser feito no início da próxima semana, sendo que a nomeação é feita em assembleia-geral da instituição financeira comandada por António Ramalho.

José Rodrigues Jesus é revisor oficial de contas e, ao longo dos anos, exerceu funções em diversos conselhos fiscais. Foi nomeado, no final de 2012, para a administração do BCP e respectiva comissão de auditoria em nome do Estado, para o período em que vigorava a ajuda pública, que terminou no início deste ano.

Reformado do Banco de Portugal, onde exerceu diversos cargos, incluindo assessor da administração, José Bracinha Vieira é o actual presidente do Banif “mau”, isto é, dos activos e passivos que restaram do Banif que não foram vendidos ao Santander Totta nem integrados no veículo de gestão de activos Oitante.

Por sua vez, Miguel Athayde Marques, que tem no curriculum passagens pela administração da Caixa Geral de Depósitos e pela liderança da gestora da bolsa nacional Euronext Lisbon, pertence actualmente ao conselho da Galp Energia. Além disso, estava agora no conselho fiscal do CaixaBI.

O mecanismo que vai definir se FR entra com mais 3,9 mil milhões

 

Os três vão compor a comissão de acompanhamento do Novo Banco, um órgão consultivo, e estabelecido nos estatutos, no âmbito do contrato de capital contingente, o mecanismo de capitalização que cobre um conjunto de activos problemáticos da instituição financeira pelos quais o Fundo de Resolução se poderá responsabilizar e que poderá ascender a 3,9 mil milhões de euros. Os créditos concedidos à Petróleos de Venezuela, que estão a ser cumpridos apesar do incumprimento atribuído ao país, são um dos exemplos.

O Fundo de Resolução, cujas receitas são financiadas por contribuições dos bancos, continua a ser dono de 25% do Novo Banco, sendo os restantes 75% detidos pela Lone Star, e terá de dar parecer sobre os activos problemáticos. Aliás, segundo os estatutos do banco, terá o “mesmo nível de acesso a informações” sobre tais activos de que o conselho geral e de supervisão dispõe.

A injecção de até 3,9 mil milhões poderá acontecer com a verificação simultânea de duas condições: o desempenho negativo da carteira de activos e o impacto que tal tenha nos rácios de capital do banco.

Proposta da Apollo pelo Banif podia chegar aos 200 milhões mas tinha três condições

Quarta-feira, Maio 25th, 2016

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Negócios

A Apollo poderia reverter a aquisição do Banif ou baixar o preço proposto caso não se cumprissem determinadas condições. Uma delas era a aprovação por um comité do fundo que poderia rejeitar a proposta.

A última proposta que a Apollo fez pelo Banif podia ascender aos 200 milhões de euros, acima dos 150 milhões pagos pelo Santander Totta. Contudo, havia três condições que poderiam ditar a inviabilidade do negócio, segundo explicou Gustavo Guimarães, no Parlamento, ao que apurou o Negócios.

A audição de Gustavo Guimarães, consultor sénior do grupo Apollo, dono da Tranquilidade, foi esta terça-feira, 24 de Maio, realizada à porta fechada, por questões de confidencialidade. No depoimento que deixou na comissão de inquérito, segundo informações recolhidas pelo Negócios, o gestor explicou que o grupo americano, que representa vários tipos de investidores, entrou no processo de compra do Banif por convite da N+1, a consultora espanhola que estava a assessorar o Banif.

A proposta inicial da Apollo foi apresentada na madrugada de dia 19 de Dezembro e era não vinculativa – o motivo pelo qual o Governo e o Banco de Portugal explicaram para não ser aceite no concurso de venda. Havia a possibilidade de capitalização em 250 milhões de euros, que poderia ser um investimento feito em parceria com investidores privados interessados. A oferta visava um preço entre os 100 e os 150 milhões de euros pelo Banif mas havia uma possibilidade: no prazo de dois anos, o fundo poderia devolver crédito malparado até 1,5 mil milhões de euros.

Aliás, uma das três condições definidas na proposta era que a Direcção-Geral da Concorrência da Comissão Europeia aprovasse esta eventual retransmissão de activos para a esfera do Estado. Além disso, a Apollo queria fazer uma “due dilligence” posterior à aquisição, um processo de análise criteriosa do que iria comprar, para confirmar o processo. Também pretendia sujeitar a oferta à aprovação do comité que analisa os investimentos, ou seja, podia voltar atrás se houvesse chumbo.

A proposta seguiu mas ao longo de 19 de Dezembro – apesar de estar já em preparação a resolução (implicando a venda com perdas para accionistas e credores com dívida subordinada) – foi pedida uma nova proposta. A Apollo subiu o intervalo de preço: o montante poderia variar entre os 100 e os 200 milhões de euros. Mas as três condições mantiveram-se.

A oferta não avançou. O Santander, o Popular e a JC Flowers também tinham apresentado propostas – o presidente da administração do Popular, Carlos Álvares, remeteu todas as decisões de aquisição para Madrid, pelo que não deu muitas respostas aos deputados. O  processo de venda do Banif não seguiu em frente e avançou sim a resolução já que todas implicavam a ajuda estatal. Acabou por haver uma resolução a 20 de Dezembro, com a venda por 150 milhões de euros ao Santander Totta e a injecção estatal de 2.255 milhões de euros para a divisão dos activos entre o banco de capitais espanhóis e o veículo Oitante.

Banif: Bruxelas aprova compra da Açoreana Seguros pela ApolloCita

Segunda-feira, Maio 23rd, 2016

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TVI

Norte-americana foi selecionada em janeiro para iniciar negociações exclusivas para adquirir a seguradora. Processo recebe agora luz verde da Comissão Europeia

A Comissão Europeia aprovou a compra da Açoreana Seguros, que antes pertencia ao Banif, pela norte-americana Apollo Management. Bruxelas concluiu que a operação não suscita preocupações ao nível da concorrência.

A Autoridade de Supervisão de Seguros e Fundos de Pensões (ASF) tinha anunciado, a 28 de março, que a Apollo chegou a acordo para comprar a seguradora, uma operação “cuja necessidade decorreu do processo de intervenção no Banif”.

Em janeiro, a Apollo foi selecionada para iniciar negociações exclusivas para a compra da Açoreana, deixando de fora as outras duas concorrentes (a Caravela e a Allianz). O processo de venda conduzido pelo Citi, sob a égide da ASF.

Agora, cinco meses depois, chega a luz verde de Bruxelas.

Inquérito/Banif: Audições devem acabar a 14 de junho com Carlos Costa e Centeno

Sexta-feira, Maio 13th, 2016

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Observador

As audições da Comissão de Inquérito ao Banif devem terminar a 14 de junho com a presença do governador do Banco de Portugal, Carlos Costa e Mário Centeno, ministro das Finanças.

As audições na comissão parlamentar de inquérito ao Banif devem acabar a 14 de junho, com a presença no parlamento do ministro das Finanças e do governador do Banco de Portugal, revelou à agência Lusa o presidente da comissão.

António Filipe, que esteve reunido esta tarde à porta fechada com os coordenadores dos vários partidos na comissão, sublinha que foi estabelecido um calendário final de audições e os contactos com os depoentes serão agora feitos.

A comissão de inquérito vai pedir a prorrogação da sua atividade por 60 dias – acabaria a 02 de junho – e na reta final reservará algumas audições para nomes repetentes: o antigo presidente do Banif Jorge Tomé voltará, de acordo com o calendário provisório, a ser escutado a 08 de junho, a antiga ministra das Finanças do PSD Maria Luís Albuquerque presta novos esclarecimentos no dia seguinte, e o governador Carlos Costa e o ministro Mário Centeno devem fechar as audições a 14 de junho.

Para a semana os parlamentares vão ouvir na terça-feira clientes lesados do Banif e a comissão de trabalhadores do banco, e quarta-feira é o dia previsto para o diretor de informação da TVI, Sérgio Figueiredo, prestar esclarecimentos na comissão de inquérito.

No dia seguinte os deputados aguardam ainda a indicação sobre a disponibilidade ou não do vice-presidente do Banco Central Europeu (BCE) Vítor Constâncio prestar esclarecimentos através, por exemplo, de videoconferência.

Para a semana há também a possibilidade de aproveitar a vinda a Portugal de Danièle Nouy, do Banco Central Europeu (BCE), para ouvir a responsável no parlamento, embora não haja ainda indicação da disponibilidade ou não da francesa.

A 24 de maio os parlamentares querem ouvir o jornalista e comentador António Costa, o banco Popular e o fundo norte-americano Apollo.

Para o dia seguinte está escalada uma personalidade da Rentipar, e a 31 de maio devem ser ouvidos na comissão de inquérito o presidente da Autoridade de Supervisão de Seguros e Fundos de Pensões, José Almaça, um responsável da Deloitte e um antigo administrador do Banif.

Antes das audições com nomes que já haviam estado na comissão, há ainda abertura para ser ouvida a comissária europeia da Concorrência, Margrethe Vestager, e um quadro da Direção-Geral da Concorrência (conhecida por DG Comp) ligado às ajudas estatais.

Depois das audições haverá um período técnico que passa, acima de tudo, pela concretização do relatório final da comissão, a cargo do deputado do PS Eurico Brilhante Dias.

O “avaliar” do “comportamento” da autoridade de supervisão financeira, o Banco de Portugal, sobre o caso Banif, é um dos objetivos da comissão parlamentar de inquérito sobre a venda do banco.

O processo de venda, em dezembro de 2015, domina os trabalhos para se proceder à “avaliação de riscos e alternativas” da decisão, “no interesse dos seus trabalhadores, dos depositantes, dos contribuintes e da estabilidade do sistema financeiro”.

A 20 de dezembro o Governo e o Banco de Portugal anunciaram a resolução do Banif, com a venda de parte da atividade bancária ao Santander Totta, por 150 milhões de euros, e a transferência de outros ativos – incluindo ‘tóxicos’ – para a nova sociedade veículo.

Banif. Proposta final da Apollo impunha condições para ser vinculativa

Domingo, Abril 10th, 2016

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Dinheiro Vivo

Carta do fundo americano com proposta feita na noite de 19 de dezembro mostra que esta só seria vinculativa depois de satisfeitas algumas condições

Foi uma questão que levantou polémica nos últimos minutos da audição de Mário Centeno pela Comissão Parlamentar de Inquérito ao processo Banif, quinta-feira. A proposta da Apollo que chegou na noite de sábado (dia 19 de dezembro) do fim-de-semana em que foi decretada a resolução do Banif era vinculativa?

A questão surgiu já depois das rondas para perguntas, tendo sido suscitada pela deputada do PSD, Joana Barata Lopes, através de uma interpelação. O ministro preparava-se para responder quando Marques Guedes, também do PSD e a presidir aos trabalhos, recusou que a mesma fosse respondida.

Em causa um email enviado pelo fundo norte-americano Apollo que estava entre os documentos pedidos por esta comissão de inquérito às Finanças, mas que só chegou aos deputados no dia da audição do ministro – daí o levantamento tardio da pergunta. A mensagem da Apollo, que já faz parte da documentação em pose dos deputados e que foi consultada pelo Dinheiro Vivo, chegou às Finanças às 22:21, minutos depois de ter chegado ao Banif.

A Apollo, no email, propõe “dedicar mais tempo e recursos para conseguir um acordo quadro vinculativo [binding framework agreement] antes da abertura dos mercados na segunda-feira”. Um acordo que, todavia, ficava condicionado à “conclusão de forma razoavelmente satisfatória da due dilligence confirmatória”, “à aprovação do comité de investimentos da Apollo” e também “da receção de apoio suficiente por parte da DG Comp [autoridade da concorrência europeia] sobre a estrutura da transação proposta”. A isto seria ainda necessário obter uma garantia por parte do Banco de Portugal “de que providenciaria ao Banif acesso suficiente à linha de emergência de liquidez”. Apenas com estas condições satisfeitas, salientam os responsáveis da Apollo, poderia então surgir um “acordo definitivo”, que seguiria os termos já antes definidos – na proposta apresentada no dia anterior. O email do fundo termina salientando que sem estas condições satisfeitas, “a Apollo reserva-se o direito de terminar as negociações a qualquer altura e não assinar qualquer acordo”.

Esta foi a terceira proposta apresentada pela Apollo pelos ativos do Banif, cujo processo de venda devia ser fechado ainda no domingo, dia 20 de dezembro. Além de poder ser vista mais como uma promessa de vir a surgir uma oferta vinculativa se as condições fossem satisfeitas, o email chegou já depois do Banco de Portugal ter decretado a resolução (18h de sábado) e depois da DGComp ter imposto os critérios que o governo devia seguir para a venda – grupo bancário já com presença significativa no país e um balanço pelo menos três vezes superior ao do Banif.

DGComp chumbou Apollo Confrontado com esta proposta da Apollo já depois da hora, o Ministério das Finanças esclareceu ao Dinheiro Vivo que “a Apollo especifica na proposta a necessidade de fazer due dilligence” e que os termos do negócio “ainda seriam confirmados no comité de investimento para tornar a oferta vinculativa”. Com estas condicionantes, apontou a tutela, “dificilmente (ou seria mesmo impossível) a oferta vinculativa se poder concretizar na 2ª feira”. Além disso, e como o processo de venda em resolução tinha que estar fechado no domingo, “o processo proposto pela Apollo era impossível de concretizar” a tempo.

Contudo, e mesmo que a proposta já fosse vinculativa, de pouco serviria, assumem as Finanças, já que “a Apollo não se qualificava como comprador elegível segundo os critérios da DGComp”. Questionada sobre o seguimento dado ao email da Apollo, a tutela referiu que este foi reenviado ao Banco de Portugal – já que a venda decorria agora em contexto de resolução e o supervisor é a autoridade de resolução. A resposta do banco central foi clara: “Foi dito oralmente que esta proposta em nada poderia alterar o decurso do processo, pois a Apollo não era um investidor qualificado para o processo de venda em resolução”, informou o MF sobre a resposta do BdP.

As Finanças apontaram ainda que “as quatro propostas recebidas no dia 18” – da Apollo, JC Flowers, Totta e Popular – foram todas enviadas ao Banco de Portugal, incluindo a oferta inicial da Apollo, mesmo sendo a única não vinculativa. Da autoridade europeia veio o chumbo: “A DGComp não qualificou a Apollo como candidato ao processo de resolução.”

Banif. Já foram estabelecidos termos do pré-acordo de venda e capitalização da Açoreana

Segunda-feira, Fevereiro 8th, 2016

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Expresso

As negociações foram feitas com a Apollo, selecionada em janeiro para a compra da Açoreana Seguros, que pertencia originalmente ao Banif

A Autoridade de Supervisão de Seguros e Fundos de Pensões (ASF) anunciou esta segunda-feira que foram estabelecidos os termos de um pré-acordo de venda e capitalização da Açoreana Seguros, originalmente do Banif, à Apollo Global Management.

“A Autoridade de Supervisão de Seguros e Fundos de Pensões (ASF) informa que foram estabelecidos entre a Apollo Global Management e os acionistas da Açoreana Seguros, S.A., os termos de um pré-acordo de venda e capitalização da Açoreana Seguros, S.A”, lê-se num comunicado emitido pela entidade.

Em janeiro, a Apollo foi selecionada para iniciar negociações exclusivas para a compra da Açoreana, deixando de fora as outras duas concorrentes (Caravela e a Allianz), num processo de venda que está a ser conduzido pelo Citi, debaixo da égide da ASF.

Segundo noticiou o “Diário Económico”, o objetivo final da Apollo é integrar a Açoreana na Tranquilidade, mantendo a marca da companhia fundada em 1892.

A proposta da Apollo não exclui rescisões, no processo de fusão, mas defende que a terem lugar será no âmbito de uma estratégia que se assume como de valorização da companhia e não da sua destruição.

A 29 de janeiro, o ministro das Finanças, Mário Centeno, afirmou que o processo de venda da companhia de seguros Açoreana estava em fase de conclusão e que previa a manutenção dos cerca de 700 postos de trabalho.

“O processo de venda da Açoreana está praticamente concluído. Há duas propostas em cima da mesa e a proposta que está a ser negociada, do ponto de vista da manutenção dos postos de trabalho, não tem prevista nenhuma perda de emprego”, disse o ministro das Finanças na ocasião, no parlamento.

Segundo o relatório de contas de 2014 da seguradora, divulgado a 31 de dezembro, a Açoreana arrisca perder 40 milhões de euros que tinha investido em ações do Banif no âmbito da medida de resolução aplicada ao banco e que afetou os acionistas da instituição.

Em 31 de dezembro do ano passado, a Açoreana tinha 7.173.244.609 ações (mais de sete mil milhões de títulos) do Banif, ao preço médio de aquisição de 0,01 euros (um cêntimo), pelo que o valor total ascendia a 71,7 milhões de euros. Esta participação no capital do banco estava, contudo, registada no balanço por um valor inferior ao da aquisição, de 40,887 milhões de euros.

A 20 de dezembro, um domingo ao final da noite, o Governo e o Banco de Portugal anunciaram a resolução do Banif, com a venda de parte da atividade bancária ao Santander Totta, por 150 milhões de euros, e a transferência de outros ativos – incluindo ‘tóxicos’ – para a nova sociedade veículo Naviget. É nesta nova empresa que fica a Açoreana.

A Açoreana teve no primeiro semestre prejuízos de 1,5 milhões de euros (melhor do que os 3,7 milhões de prejuízo de período homólogo de 2014) e era considerada pelo Banif uma “unidade operacional descontinuada”, estando para venda.

Venda da Açoreana arrasta-se para Fevereiro

Terça-feira, Fevereiro 2nd, 2016

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Económico

Negociações com Apollo deveriam ter terminado no domingo à noite.

As negociações para a venda da Açoreana à Apollo não ficaram concluídas na data prevista, que era domingo, 31 de Janeiro. Ontem, à hora de fecho, ainda não se conheciam os resultados das negociações, que decorrem sob a alçada da Autoridade de Supervisão de Seguros e Pensões (ASF).

Segundo uma fonte do mercado, o atraso poderá estar relacionado com o fecho das contas anuais da Açoreana, que nos últimos dias estava a ser ultimado pela gestão e pelo supervisor. Tal como o Económico avançou, a Açoreana, detida pela SOIL (da família Roque, com 52%) e pelo Oitante (do Fundo de Resolução, com 48%), terá registado prejuízos acima dos cem milhões, ano passado, devido às perdas com a resolução do Banif e com perdas contabilísticas causadas pela fusão da Rentipar Seguros. O valor exacto dos prejuízo será determinante para estimar as necessidades de capital da seguradora, que serão asseguradas pelo comprador.

Há duas semanas, a Apollo foi seleccionada para iniciar negociações exclusivas para a compra da Açoreana, no processo de venda que está a ser conduzido pelo Citi, debaixo da égide do supervisor. O contrato de exclusividade prevê que a oferta vinculativa da Apollo permaneceria válida até ao fim de Janeiro. Se até ao dia 31 (domingo) não fosse possível concluir o negócio, a concorrente Caravela deveria ser chamada à mesa das negociações, substituindo a Apollo. Mas, até ao final do dia de segunda-feira, isso ainda não tinha acontecido.

A terceira concorrente, a Allianz, estava interessada apenas na carteira da Açoreana, pelo que só deverá ser chamada em último recurso. O supervisor pretende que a venda da Açoreana decorra de forma a assegurar a continuidade da empresa e dos seus postos de trabalho.

O objectivo final da Apollo é integrar a Açoreana na Tranquilidade, mantendo a marca da companhia fundada em 1892. A proposta da Apollo não exclui rescisões, no processo de fusão, mas defende que a terem lugar será no âmbito de uma estratégia que se assume como de valorização da companhia e não da sua destruição. Recorde-se que, nos últimos dias, a possibilidade de rescisões tem causado polémica, com o sindicato do sector a exigir a manutenção dos postos de trabalho e o PSD a pedir esclarecimentos sobre a venda, no Parlamento.

Seguradora perdeu mais de 100 milhões em 2015

Sábado, Janeiro 30th, 2016

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Económico

Prejuízo de 2015 terá sido agravado pela crise do Banif e pela fusão da Rentipar Seguros.

A Açoreana terá fechado o exercício de 2015 com um prejuízo superior a cem milhões de euros, apurou o Diário Económico junto de fontes do mercado. As contas ainda não estão fechadas, mas as perspectivas são de fortes perdas com a resolução do Banif e com a fusão da Rentipar Seguros. Isto apesar do bom desempenho operacional da companhia liderada por José Gomes, que cresceu acima do mercado em vários segmentos.

Questionada pelo Diário Económico, fonte oficial da seguradora recusou fazer comentários sobre as contas de 2015, dado que as mesmas ainda não foram publicadas.

Até Dezembro do ano passado, Açoreana era detida em 48% pelo Banif, mas ao mesmo tempo era também accionista do banco fundado por Horário Roque. Com a resolução, decretada há cinco semanas, a seguradora terá sofrido prejuízos na ordem dos 45 milhões de euros.

Por outro lado, os resultados do ano passado terão sido afectados também pelo reconhecimento de prejuízos relacionados com o ‘goodwill’ de cerca de 85 milhões de euros da integração da Rentipar Seguros, que teve lugar em 2014.

Estes impactos negativos ajudam a explicar a necessidade de reforço dos rácios de capital da seguradora, já que os capitais próprios terão sido afectados.

Segundo noticiou recentemente o “Negócios”, as necessidades de capital rondarão os 50 milhões de euros. Mas os números finais só estarão definidos nos próximos dias, quando se fecharem as contas de 2015. O contrato de negociações exclusivas que foi assinado com a Apollo protege o lado vendedor – os accionistas SOIL (52%) e o Oitante (48%), do Fundo de Resolução – na medida em que mantém a validade da proposta americana até ao fecho das contas, ou seja, até ao dia 31 de Janeiro (próximo domingo). Até essa altura, serão conhecidas as necessidades de capital da seguradora e saber-se-á quanto vai a Apollo injectar para reforçar os rácios e quanto vão receber os accionistas.

Se o acordo com a Apollo não for concluído no prazo previsto, a negociação poderá continuar, passando para a segundo interessada, a seguradora portuguesa Caravela, liderada por Diamantino Marques.

Apollo vai manter marca Açoreana após fusão com Tranquilidade

Sexta-feira, Janeiro 29th, 2016

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Económico

Apollo promete replicar na Açoreana a estratégia de recapitalização, foco no cliente e valorização dos recursos da empresa, que implementou na Tranquilidade. Marca será mantida.

A Apollo pretende manter a marca Açoreana, se concretizar a compra da seguradora. Ao que o Diário Económico apurou, na proposta pela Açoreana a gestora de fundos americana propõe replicar a mesma estratégia de recapitalização, enfoque no cliente, valorização e optimização de recursos que implementou na Tranquilidade, a seguradora que comprou ao Novo Banco no ano passado.

Este processo será levado a cabo de forma concertada com os principais ‘stakeholders’ da Açoreana, como os funcionários, o supervisor, os corretores e os grandes clientes. A prioridade será assegurar a normalidade do funcionamento da Açoreana.

A região dos Açores, onde a companhia tem uma importante presença, merecerá forte atenção no âmbito deste processo, sabe o Económico.

O objectivo final da Apollo é integrar a Açoreana na Tranquilidade, mantendo a marca da companhia fundada em 1892. A proposta da Apollo não exclui eventuais rescisões, no processo de fusão, mas a terem lugar será no âmbito de uma estratégia que se assume como de valorização da companhia e não da sua destruição. Recorde-se que, nos últimos dias, a possibilidade de rescisões tem causado polémica, com o sindicato do sector a exigir a manutenção dos postos de trabalho e o PSD a pedir esclarecimentos sobre a venda, no Parlamento.

Na semana passada, a Apollo foi seleccionada para iniciar negociações exclusivas para a compra da Açoreana, no processo de venda que está a ser conduzido pelo Citi, debaixo da alçada do supervisor dos seguros. O contrato de exclusividade prevê que a oferta vinculativa da Apollo permanece válida até ao fim de Janeiro. Se até ao dia 31 (domingo) não for possível concluir o negócio, a concorrente Caravela deverá ser chamada à mesa das negociações, substituindo a Apollo. Na quarta-feira, o presidente da Caravela, Diamantino Marques, concedeu uma entrevista ao Económico onde defendeu que a sua proposta é a única das três que assegura a continuidade da Açoreana.

A terceira concorrente, a Allianz, estava interessada apenas na carteira da Açoreana, pelo que só deverá ser chamada em último recurso.

Oferta da Apollo incide sobre a totalidade do capital
Ao contrário do que, por lapso, o Diário Económico noticiou na terça-feira, a oferta da Apollo incide sobre a totalidade do capital da Açoreana e não apenas sobre os 52% que são detidos pela SOIL, da família Roque. Ou seja, abrange também a participação de 48% que está nas mãos do Oitante, o veículo pertencente ao Fundo de Resolução. E não é possível, ainda, estimar o encaixe a que os accionistas terão direito com a venda, dado que esse valor dependerá das necessidades de capital que forem identificadas na seguradora. O valor oferecido pela Apollo – que não foi possível apurar, até ao fecho da edição – será dividido em duas parcelas: uma servirá para cobrir as necessidades de capital da Açoreana e outra servirá para pagar aos accionistas.

As necessidades de capital poderão ascender a 50 milhões de euros, segundo foi noticiado. Mas o cálculo final estará dependente das contas de 2015, que estão a ser fechadas por estes dias (ver texto ao lado). Só aí se saberá quanto receberão os accionistas, do montante oferecido pela Apollo.

Fusão dará origem ao segundo maior ‘player’ nacional
Se a fusão entre a Tranquilidade e a Açoreana avançar, dará origem à segunda maior seguradora no ramo Não-Vida, tal como o “Jornal de Negócios” noticiou há dias, com prémios anuais na casa dos 600 milhões de euros.

De acordo com os dados disponibilizados pela Autoridade de Supervisão de Seguros e Fundos de Pensões (ASF), em 2015 a Açoreana foi a quarta maior seguradora neste segmento, tendo registado prémios no valor de 274,56 milhões de euros, o que representa um aumento homólogo de 3,4%.

Já a Tranquilidade, que até à resolução do BES (Agosto de 2014), pertencia ao antigo Grupo Espírito Santo, registou prémios no valor de 320,29 milhões de euros no ano passado, valendo-lhe o terceiro lugar neste mercado. A Apollo adquiriu a Tranquilidade em Janeiro de 2015, comprando-a ao Novo Banco.

A Allianz, com um volume de prémios no valor de 338,92 milhões, ocupa a segunda posição, atrás da Fidelidade, a líder de mercado, com prémios no valor de mil milhões de euros.

A Caravela, uma seguradora criada no ano passado, está também interessada na Açoreana, cuja aquisição lhe permitiria entrar directamente para a “primeira liga” no sector. Liderada por Diamantino Marques, a Caravela teve prémios no valor de 28 milhões de euros, em 2015, o que lhe vale o 19º lugar no ´ranking’ das seguradoras não-Vida em Portugal.

Até ao fecho, não foi possível obter esclarecimentos de fonte oficial da Apollo.