Archive for the ‘Governo’ Category

Deputado do PSD lamenta demora na resolução dos problemas dos lesados do Banif

Quarta-feira, Janeiro 17th, 2018

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Diário de Notícias

O deputado do PSD na Madeira José Prada lamenta que 3.500 obrigacionistas do Banif continuem à espera de justiça, dois anos após o Governo da República e o Banco de Portugal terem decidido a resolução do banco.

Ao intervir hoje na sessão plenária no período antes da ordem do dia na Assembleia Legislativa da Madeira (ALM), José Prada, também representante dos lesados na ALBOA – Associação dos Lesados do Banif, Obrigacionistas e Acionistas, criticou a “inação de um Estado autista, desonesto e desleal” para com os depositantes que disse terem sido “aldrabados” por produtos bancários de um banco cujo capital social, na altura, era 61% detido pelo Estado, onde tinha dois administradores.

“Não foi apenas o sistema que aldrabou os milhares de portugueses, foi o Banco de Portugal, a Comissão do Mercado de Valores Imobiliários, o Governo Central, o Santander e a Oitante”, disse, salientando que “até à data, nada foi feito” e reivindicando “uma intervenção célere do Estado”, salvaguardando os interesses dos depositantes, tal como o fez em relação ao Banco Espírito Santo (BES).

José Prada lembrou que o primeiro-ministro, António Costa, “já prometeu resolver a situação, mas não passa de intenções e, até hoje, nada fez”.

Devido ao colapso da instituição bancária, o Banif foi adquirido pelo Santander Totta em dezembro de 2015 por 150 milhões de euros, na sequência de uma resolução do Governo da República e do Banco de Portugal, através da qual foi criada a sociedade-veículo Oitante, para onde foi transferida a atividade bancária que o comprador não quis.

Neste processo há cerca de 3.500 obrigacionistas subordinados, na maioria madeirenses, muitos dos quais emigrantes, que perderam 263 milhões de euros. Além destes, há ainda a considerar 4.000 obrigacionistas Rentipar (‘holding’ através da qual as filhas do fundador do Banif, Horácio Roque, detinham a sua participação), que investiram 65 milhões de euros, e ainda 40 mil acionistas, dos quais cerca de 25 mil são também oriundos da Madeira.

No sábado, a deputada Rubina Berardo, eleita pelo círculo da Madeira, anunciou que o grupo parlamentar do PSD na Assembleia da República vai viabilizar uma proposta de resolução sobre os lesados do Banif e do BES-GES que será discutida na sexta-feira na Assembleia da República.

A este propósito, José Prada apelou aos deputados na Assembleia Legislativa da Madeira do PS, BE e do PCP para que intercedam junto dos respetivos diretórios nacionais para que apoiem, no parlamento nacional, a resolução social-democrata.

O deputado do CDS/PP a esta assembleia Rui Barreto revelou também que o partido vai igualmente apresentar no parlamento nacional uma proposta de resolução para a criação de uma Comissão Arbitral sobre esta matéria.

Alargamento da solução a mais lesados do BES e Banif é decisão política, dizem reguladores

Segunda-feira, Julho 10th, 2017

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Negócios

O Banco de Portugal e a CMVM assinalaram esta sexta-feira que o alargamento do diploma que vai permitir uma solução para os lesados do papel comercial do BES a outros lesados do BES e do Banif é uma decisão dos legisladores.

Tanto José Gabriel Queiró, do Banco de Portugal, como Jorge Costa Santos, da Comissão do Mercado de Valores Mobiliários (CMVM), ouvidos na Comissão de Orçamento, Finanças e Modernização Administrativa (COFMA), da Assembleia da República, consideraram que os reguladores só podem actuar no âmbito das competências que lhes são atribuídas pela lei.

Quer o Banco de Portugal (BdP), quer a CMVM, reconhecem que é possível que haja mais clientes bancários lesados no âmbito das resoluções do BES (agosto de 2014) e do Banif (Dezembro de 2015), e que a lei que prevê a criação dos fundos de recuperação de crédito – que está a ser discutida na especialidade no parlamento – só vai permitir avançar com uma solução para os lesados do papel comercial do BES.

“O eventual alargamento da solução nunca foi sequer discutido pelo grupo de trabalho, pelo que não podemos extrair do trabalho em que participamos a resposta que os senhores deputados querem ter”, afirmou José Gabriel Queiró (BdP).

O responsável bancário admitiu que “há situações muito diferenciadas” entre os investidores que terão sido vítimas de más práticas na comercialização de produtos por parte dos bancos em causa e que, por isso, vão enfrentar perdas após a intervenção das autoridades. “São situações muito distintas e heterogéneas”, reforçou José Gabriel Queiró, acrescentando que os casos existentes não são directamente comparáveis entre si.

Já Jorge Costa Santos (CMVM) admitiu que “há seguramente outros grupos de lesados, pessoas que foram atingidas”, além dos lesados do papel comercial do BES, considerando esta situação “lamentável” e garantindo que o supervisor do mercado de capitais “tem contacto diário com essas situações”.

Segundo aquele responsável, existem “características específicas” relativas aos casos reportados às autoridades, havendo “indícios de comercialização irregular de valores mobiliários”.

Mas, tal como o seu congénere do BdP, Jorge Costa Santos admitiu que a CMVM só pode estudar uma eventual proposta de alargamento de uma solução a mais investidores lesados se tal tiver por base um diploma legal.

Ambos os reguladores foram ouvidos no parlamento no âmbito da apreciação, na especialidade, da Proposta de Lei n.º 74/XIII/2.ª, que regula os fundos de recuperação de créditos, um elemento legislativo fundamental para viabilizar a solução desenhada pelo grupo de trabalho que tenta resolver o problema dos lesados do papel comercial de entidades do Grupo Espírito Santo (GES) vendido aos balcões do Banco Espírito Santo (BES).

Lesados Banif: Lei para recuperar créditos está ferida de inconstitucionalidade

Sexta-feira, Julho 7th, 2017

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Dinheiro Vivo

Lei em discussão viola princípio de igualdade, acusa Alboa, representante de 3500 lesados do Banif que têm “vindo a ser consecutivamente esquecidos”

A Alboa, associação que reúne o conjunto de lesados do Banif, vai à Assembleia da República esta quinta-feira solicitar a inclusão dos seus representados na futura lei para a recuperação de créditos, de modo a que esta “tenha um âmbito de aplicação alargado” e não viole a Constituição. Querem que a lei seja desenhada de modo a que “nela caibam todas as recentes vítimas das recentes resoluções bancárias e dos processos de vendas enganosas”. A associação vai ser ouvida na Comissão de Orçamento, Finanças e Modernização Administrativa esta quinta-feira, a partir das 19h30, altura em que irá reclamar o alargamento da abrangência da lei em discussão naquela sede. “Os lesados Banif representam um universo de mais de 3.500 portugueses, maioritariamente de baixos recursos económicos e elevada faixa etária, parte importante dos quais emigrantes espalhados pelo mundo e que têm vido a ser consecutivamente esquecidos”, dizem. A Alboa, associação que reúne o conjunto de lesados do Banif, vai à Assembleia da República esta quinta-feira solicitar a inclusão dos seus representados na futura lei para a recuperação de créditos, de modo a que esta “tenha um âmbito de aplicação alargado” e não viole a Constituição. Querem que a lei seja desenhada de modo a que “nela caibam todas as recentes vítimas das recentes resoluções bancárias e dos processos de vendas enganosas”. A associação vai ser ouvida na Comissão de Orçamento, Finanças e Modernização Administrativa esta quinta-feira, a partir das 19h30, altura em que irá reclamar o alargamento da abrangência da lei em discussão naquela sede. “Os lesados Banif representam um universo de mais de 3.500 portugueses, maioritariamente de baixos recursos económicos e elevada faixa etária, parte importante dos quais emigrantes espalhados pelo mundo e que têm vido a ser consecutivamente esquecidos”, dizem.

“Ludibriados por comerciais bancários sem escrúpulos que, com frequência, convenceram pessoas simples a colocar​ poupanças de uma vida em obrigações Banif, com a garantia de segurança de ser um banco do Estado, aqueles lesados são muitas vezes pessoas magoadas, deprimidas, havendo até já registo de casos dramáticos que redundaram em mortes”, detalha mesmo o comunicado. A atual configuração da lei em discussão está ferida de inconstitucionalidade segundo a leitura feita pela associação de lesados do Banif, já que privilegia “um grupo em detrimento de outros”, no caso os lesados do BES.

Não englobando todos os lesados de forma igual, diz a Alboa, então viola o princípio da igualdade. “​Para a Alboa a futura lei, com a formulação atualmente proposta, não permite enquadrar um conjunto de lesados, na violação do princípio da igualdade” afirmam. E para a associação “não seria apropriado aprovar um diploma do Governo que não correspondesse a todas as situações que se vieram a multiplicar com as resoluções do BES e do Banif, particularmente no que diz respeito aos investidores não qualificados”, sublinham.

Para a associação, a atual iniciativa legislativa “contraria os desejos” manifestados pelo próprio primeiro-ministro. Acham por isso “estranho” que se negue a oportunidade de “oferecer a todos os portugueses as mesmas oportunidades, independentemente de alguns grupos estarem mais adiantados que outros na discussão de soluções concretas”.​ “Ludibriados por comerciais bancários sem escrúpulos que, com frequência, convenceram pessoas simples a colocar​ poupanças de uma vida em obrigações Banif, com a garantia de segurança de ser um banco do Estado, aqueles lesados são muitas vezes pessoas magoadas, deprimidas, havendo até já registo de casos dramáticos que redundaram em mortes”, detalha mesmo o comunicado. A atual configuração da lei em discussão está ferida de inconstitucionalidade segundo a leitura feita pela associação de lesados do Banif, já que privilegia “um grupo em detrimento de outros”, no caso os lesados do BES. Não englobando todos os lesados de forma igual, diz a Alboa, então viola o princípio da igualdade.

“​Para a Alboa a futura lei, com a formulação atualmente proposta, não permite enquadrar um conjunto de lesados, na violação do princípio da igualdade” afirmam. E para a associação “não seria apropriado aprovar um diploma do Governo que não correspondesse a todas as situações que se vieram a multiplicar com as resoluções do BES e do Banif, particularmente no que diz respeito aos investidores não qualificados”, sublinham. Para a associação, a atual iniciativa legislativa “contraria os desejos” manifestados pelo próprio primeiro-ministro. Acham por isso “estranho” que se negue a oportunidade de “oferecer a todos os portugueses as mesmas oportunidades, independentemente de alguns grupos estarem mais adiantados que outros na discussão de soluções concretas”.​

Lesados do Banif entregam hoje “protesto formal” ao Governo, BdP e Santander Totta

Terça-feira, Junho 20th, 2017

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Público

Associação diz que Santander “tem dois pesos e duas medidas” em Portugal e em Espanha.

De acordo com o vice-presidente da ALBOA, José Prada, o Banco Santander (em Portugal Santander Totta) “apresenta-se com dois pesos e duas medidas conforme atua em Portugal ou em Espanha”. “Enquanto em Espanha está a estudar a forma de indemnizar os pequenos accionistas do Banco Popular incorporado pelo Santander através de uma venda simbólica de um euro, em Portugal o banco espanhol ignora as vítimas que foi fazendo através dos sucessivos negócios, sempre altamente vantajosos, relacionados com o Banif e sucedâneos”, disse José Prada, em declarações à Lusa.

Segundo a ALBOA, é público que a venda do Banif ao Santander “foi mais uma oferta, com presente incorporado de muitos milhões de euros, do que uma venda real” e que “tudo isto ocorreu com prejuízo dos pequenos aforradores, accionistas e obrigacionistas do Banif”.

A associação recorda também, a propósito, a recente a alienação de um activo do Banif Finance ao Santander Totta pela quantia de 90 mil euros (99% do seu valor formal) um importante activo do Banif Finance, “prejudicando mais uma vez os lesados de um valor que fundamentadamente esperariam poder vir a responder pelas responsabilidades desta entidade”.
“Isto passa-se em Portugal: o Santander sempre a beneficiar em várias frentes, o Estado português a não defender os direitos dos portugueses e dos cidadãos lesados Banif em particular”, lamenta a ALBOA.

A ALBOA representa 3.500 obrigacionistas subordinados que perderam 263 milhões de euros no processo de venda do banco ao Santander, bem como 4.000 obrigacionistas da Rentipar (‘holding’ através da qual as filhas do fundador do Banif, Horácio Roque, detinham a sua participação), que investiram 65 milhões de euros, e ainda 40 mil acionistas, dos quais cerca de 25 mil são oriundos da Madeira.

O Santander Totta adquiriu o Banif por 150 milhões de euros em Dezembro de 2015, na sequência de uma resolução do Governo da República e do Banco de Portugal, através da qual foi criada a sociedade-veículo Oitante, para onde foi transferida a actividade bancária que o comprador não adquiriu.

Nova supervisão? Banco de Portugal só admite perder resolução

Domingo, Maio 7th, 2017

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Eco

Carlos Costa quer manter política macroprudencial na esfera do Banco de Portugal. Só abdica do poder de resolução bancária, embora pretenda manter-se dentro das decisões sobre liquidação de bancos.

Banco de Portugal pretende manter na sua esfera de poder a política macroprudencial, admitindo apenas ficar sem as competências de resolução bancária no novo modelo de supervisão financeira que o Governo pretende implementar para assegurar a estabilidade do sistema. Mas mesmo quanto à liquidação de bancos, que deve transitar para uma entidade autónoma, a instituição liderada por Carlos Costa quer continuar a participar nos processos de que foram exemplo BES e Banif no passado, isto porque considera que as funções de resolução beneficiam em larga medida de sinergias com a função de supervisão.

Esta “recomendação” do banco central, sabe o ECO, já foi transmitida ao ministro das Finanças, Mário Centeno, que há um ano pediu contributos aos três supervisores — além do Banco de Portugal, também a Comissão do Mercado de Valores Mobiliários (CMVM) e Autoridade de Supervisão de Seguros (ASF) foram chamados a emitir as suas sugestões — no âmbito da reformulação do modelo de supervisão que está a empreender. Se no caso dos poderes de resolução de bancos existirá um alinhamento de opiniões entre Executivo e supervisor, o braço de ferro entre Mário Centeno e Carlos Costa disputa-se essencialmente em relação aos poderes de política macroprudencial que o ministro quer retirar das mãos do governador.

No entendimento do Banco de Portugal, de acordo com o seu contributo enviado ao Ministério das Finanças a que o ECO teve acesso, há vários motivos pelos quais as responsabilidades de autoridade macroprudencial, relativa à estabilidade do sistema financeiro como um todo, devem permanecer no perímetro do banco central — e não devem ser transferidas para uma outra entidade supervisora, como pretende o Governo:

  1. Verifica-se um alinhamento de incentivos dos bancos centrais quanto aos objetivos da estabilidade financeira e estabilidade de preços, porquanto a prossecução dos objetivos da política monetária beneficia de estabilidade financeira e esta última da estabilidade de preços, e ambos têm subjacente preocupações de médio e longo prazos.
  2. Adicionalmente, tendo em atenção as suas funções na monitorização e avaliação de riscos sistémicos, verifica-se que os bancos centrais detêm expertise e competências técnicas em matérias de estabilidade financeira.
  3. Finalmente, tendo em atenção que as decisões de política macroprudencial podem ser “impopulares”, designadamente na sua vertente contracíclica, a independência dos bancos centrais pode ser um fator decisivo no desempenho desta função.

Ainda assim, acrescenta o banco central na orientação enviada ao ministro Centeno, isto não invalida a “necessidade de manter um mecanismo que assegure a devida articulação com outras autoridades relevantes, em particular as restantes autoridades de supervisão”. Ou seja, com o Conselho Nacional de Supervisores Financeiros, que ganha mais importância no desenho de supervisão esboçado pelo Banco de Portugal.

Sem resolução mas dentr das decisões

Lesados do ex-BANIF terão levantamento da situação em Abril e vão à Venezuela e África do Sul

Sábado, Abril 1st, 2017

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Económico Madeira

Lesados do ex-BANIF terão levantamento da situação em Abril e vão à Venezuela e África do Sul

A associação dos lesados do ex-BANIF espera ter concluído durante o próximo mês de Abril, o levantamento de todas as situações, por forma a traçar um perfil dos cidadãos penalizados e inventariar os montantes em causa.

O documento destina-se a ser entregue à CMVM que decidirá se agirá depois, como e quando, em conformidade com a situação apurada.

Aliás foi essa a sugestão deixada esta semana por António Costa no Funchal durante uma audiência que concedeu terça-feira aos representantes da associação dos lesados do ex-BANIF.

 Segundo uma fonte da associação contactada pelo Económico Madeira, “temos que fazer tudo para que as pessoas prejudicadas façam chegar as suas reclamações à CMVM de maneira a que esta instituição se pronuncie de forma clara sobre se houve ou não venda fraudulenta de produtos financeiros por parte do ex-BANIF.

“Só depois disso o Estado poderá intervir e tentar encontrar uma solução para este problema”, disse.

Depois de sublinhar que neste momento é importante esclarecer a opinião pública das razões da luta e dos protestos dos lesados do ex-BANIF, aquela fonte da associação admitiu que “é fundamental termos um retrato da realidade, saber quem são os lesados, porque são lesados, qual a dimensão dos prejuízos causados a cada um deles, etc.”.

Desiludidos com o “silêncio” do banco Santander, que adquiriu o ex-BANIF ao Estado, os lesados recordam que “era dito pelos funcionários do banco que este era do Estado o que levou as pessoas a pensar que era seguro comprar as aplicações e outros produtos financeiros que lhes eram sugeridos”.

“Os gestores de contas diziam que o banco era do estado, logo era garantido a 100% sem problemas”, observa a mesma fonte que lembrou ainda que “a idade média dos lesados é de 65 anos e antiga quarta classe de escolaridade”.

Os lesados estranham o distanciamento do Santander a contrastar com a “cobrança de comissões pela guarda de títulos que dizem eles não assumir”.

Relativamente aos investidores não qualificados – recorda-se que o banco Santander resolveu todas as situações que envolviam instituições, caso das IPSS, alguns centros culturais e clubes e fábricas de igreja, mas não os particulares – as estimativas da associação apontam para uma verba da ordem dos 240 a 260 milhões de euros.

Os lesados do ex-BANIF lamentam que o Santander “não aceite reunir nem mesmo para que lhes sejam entregues propostas. Limitam-se a dizer que nada tem a ver com o problema”.

A associação dos lesados confirmou ao Económico Madeira que vai deslocar-se na próxima semana à Venezuela para contactar com a comunidade portuguesa em geral dado que existe um significativo número de penalizados que residem naquele pais, alguns deles em grave situação financeira que se torna mais penalizadora numa conjuntura venezuelana de forte crise social, económica e financeira.

Depois da Venezuela a associação está a preparar uma deslocação semelhante à África do Sul para recolher informações sobre a dimensão dos lesados que residem naquele país africano e dos problemas que esta situação está a gerar naquela comunidade portuguesa.

Estamos eventualmente a falar, segundo aquela fonte, de um universo de lesados que pode chegar às 40 mil pessoas, se contarmos com os accionistas, dos quais perto de 5 mil são obrigacionistas subordinados e investidores na Rentipar.

 

Alboa sugere que Santander Totta não mostrou querer participar na solução dos lesados do Banif

Sexta-feira, Março 17th, 2017

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Sapo 24

A associação que representa os lesados do Banif (Alboa), que pediu hoje ao grupo parlamentar do PS regras mais apertadas para os investidores, afirmou não saber se o Santander Totta vai participar numa solução para estes lesados.

“O Santander [o banco que ficou com parte do Banif] ainda não afirmou que quer participar na nossa solução”, afirmou o representante da Alboa, Jacinto Silva, à saída de uma audiência esta manhã no parlamento, no seguimento de auscultações a entidades relacionadas com o setor bancário que contribuam para novas medidas legislativas na área da banca.

Sobre esta reunião, Jacinto Silva disse apenas ter servido para dar a conhecer aos deputados do grupo parlamentar do PS as más experiências de investimento dos lesados do Banif, que dizem ter sido vítimas de “comercialização com erro” de produtos financeiros e que, por isso, fizeram uma avaliação errada dos produtos (misselling’).

Sobre a fase em que estão as negociações para encontrar uma solução para estes lesados, o responsável da Alboa respondeu: “Continuamos na nossa luta”, salientando que a associação tem soluções e que “só precisa sentar-se à mesa”.

Já em relação à reunião com o grupo parlamentar, Jacinto Silva congratulou-se com todas as medidas que evitem que erros como os que aconteceram com os lesados do Banif se voltem a repetir.

O Governo e o Banco de Portugal anunciaram em 20 de dezembro de 2015 a resolução do Banif – Banco Internacional do Funchal, com a venda de parte da atividade bancária ao Santander Totta, por 150 milhões de euros, e a transferência de outros ativos – incluindo ‘tóxicos’ – para uma nova sociedade veículo.

Em fevereiro, o presidente da Comissão Executiva do Santander Totta disse, nos Açores, após uma audiência com o presidente do Governo Regional, Vasco Cordeiro, que estava a ser estudada a situação dos clientes do ex-Banif subscritores de obrigações subordinadas, que totalizam 3.500 em todo o país com valores de 263 milhões de euros.

Carlos Presunça, que indicou que nos Açores há cerca de 1.000 lesados, destacou as diferenças existentes entre BES e Banif, alegando que esta última instituição bancária estava intervencionada pelo Estado, que tinha o capital maioritário, enquanto o BES pertencia a uma família.

 

 

“Mentiras, falsos depoimentos e quebras da verdade” dos ministros das Finanças nas comissões de inquérito

Quarta-feira, Fevereiro 15th, 2017

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Observador

“Mentiras, falsos depoimentos e quebras da verdade” dos ministros das Finanças nas comissões de inquérito

 

Lesados do BES e Banif na Venezuela pedem ajuda ao Governo e Presidente

Quinta-feira, Janeiro 12th, 2017

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Notícias ao Minuto

Um grupo de 120 portugueses a viver na Venezuela e que perdeu dinheiro nas resoluções do BES e do Banif enviou cartas ao primeiro-ministro e ao Presidente da República a pedir ajuda para uma situação que qualifica como catastrófica.

A carta ao primeiro-ministro, António Costa, foi enviada já em setembro e ao presidente da República, Marcelo Rebelo de Sousa, no final do ano, sendo que para já ainda não houve resposta oficial, segundo disse à Lusa um dos subscritores.

“A maior parte da comunidade portuguesa foi afetada pela resolução do BES [Banco Espírito Santo] e do Banif, vendo dissipadas todas as suas poupanças, através de esquemas bancários fraudulentos. Urge socorrer esta comunidade”, lê-se na carta, a que a Lusa teve acesso, na qual os subscritores dizem passar por uma “catástrofe social e financeira”, uma vez que aos impactos das resoluções de bancos se junta a situação difícil do país em que vivem.

Por isso, pedem a presença, com “caráter de urgência, de um representante do Governo português em Caracas” para se inteirar da situação e tentar encontrar alguma solução.

Sara Freitas, uma das subscritoras, disse à Lusa que em causa estão emigrantes portugueses que aplicaram o dinheiro poupado sobretudo em produtos do BES.

“A sucursal financeira exterior do BES no Funchal é que fazia estes contratos com os clientes. Mandavam gestores à Venezuela e contactavam com os emigrantes, que confiavam no BES, um banco com mais de 100 anos e que tinha muito prestígio, e pensavam que podiam confiar nas autoridades do seu país”, explicou.

Sara Freitas não quis adiantar o dinheiro perdido por estes clientes, devido à insegurança que se vive na Venezuela, mas garantiu que há pessoas que ficaram “sem nada, que hoje vivem da ajuda da família”.

A maior parte do dinheiro perdido foi no BES, que era mais “agressivo” na captação de poupanças, mas também há poupanças perdidas no Banif, afirmou.

A Venezuela vive uma situação de emergência económica e social que também atinge a comunidade portuguesa, que, por sua vez, foi afetada pelas resoluções do BES e do Banif.

A comunidade portuguesa na Venezuela tem mais de um milhão de pessoas, entre portugueses e lusodescendentes.

Governo pede ao Santander soluções para lesados do Banif

Quinta-feira, Dezembro 29th, 2016

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Negócios

Diogo Lacerda Machado, negociador de António Costa para os lesados do BES, revela que o Governo pediu ao Santander uma solução para os lesados do Banif. O assessor está disponível para continuar a trabalho para o Governo.

Perante o falhanço da primeira proposta apresentada pelo Santander para os investidores lesados pela resolução do Banif, o Governo pediu ao banco espanhol que ficou com o antigo Banco Internacional do Funchal que pondere uma nova proposta. A revelação foi feita em entrevista ao Público por Diogo Lacerda Machado, assessor do Governo, e o homem que tem conduzido algumas negociações do Executivo, em nome de António Costa, incluindo o recente acordo para os lesados do BES.

“Houve expressão desta vontade e de que seria certamente um gesto muito apreciado, se houvesse uma nova oportunidade mais adequada para estes lesados” do Banif, responde ao Público, acrescentando que o pedido decorreu numa “conversa exploratória que correu bem” e que embora nenhuma porta se tenha a aberto, também não terá fechado: “Não senti que não viesse a haver uma possibilidade adiante”, diz.

Lacerda Machado sublinha que há diferenças significativas entre lesados do BES e lesados do Banif. É que no segundo caso, ao contrário do que se passou no BES, a CMVM nunca defendeu que os investidores tinham sido enganados. Ainda assim, entende que seria positivo o Santander procurar uma solução que pudesse ir ao encontro das expectativas dos lesados do Banif, visto que a primeiro proposta comercial do banco espanhol “foi aceite por muito poucos”.

“Objectivamente não era uma solução que desse resposta aos anseios dos lesados. Pode ser que o banco Santander tendo percebido que a solução não funcionou para a larguíssima maioria destes lesados, desenhe uma outra solução”, acrescenta, o assessor governativo.

Na entrevista, Lacerda Machado revela ainda que está disponível para continuar a trabalhar para o Governo em 2017. O contrato que firmou com o Governo para prestação de serviços de assessoria termina no final do ano, e diz que está “completamente disponível para” continuar. Embora não tenha sido contactado para o efeito, não crê “que seja um problema”.