Archive for the ‘Madeira’ Category

Albuquerque enfrenta manifestação de lesados do Banif e diz não poder resolver problema

Sexta-feira, Agosto 26th, 2016

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Negócios

O presidente do Governo Regional da Madeira, Miguel Albuquerque, enfrentou uma manifestação dos lesados do Banif, a quem disse que não pode resolver o problema, apenas fazer as diligências para ajudar as pessoas.

“Eu não posso mentir a vocês. Eu já vos recebi lá em cima [na Quinta Vigia, sede da presidência do governo]. Vocês entregaram-me cartas e eu mandei as cartas ao senhor Presidente da República e ao senhor primeiro-ministro. E vou continuar a fazer as diligências”, disse Miguel Albuquerque (na foto), presidente do Governo Regional da Madeira.

Várias dezenas de pessoas participaram esta quinta-feira, 25 de Agosto, numa manifestação, promovida pela Associação dos Lesados do Banif (ALBOA), que começou junto à Quinta Vigia e terminou à porta da principal agência do Santander Totta, instituição que adquiriu o Banif em Dezembro de 2015 por 150 milhões de euros.

Pelo caminho, os manifestantes passaram pelo Palácio de São Lourenço, sede do representante da República para a Madeira, onde, naquele momento, cerca das 12:30, se encontrava também o presidente do Governo Regional.

Os lesados não arredaram pé e solicitaram, de megafone em punho, que Miguel Albuquerque tivesse a “amabilidade” de vir falar com eles, porque, diziam, “nós não somos criminosos”.

“Estamos a falar de poupanças das pessoas, confiadas a um banco estatal”, salientou o dirigente da ALBOA Daniel Caires, vincando que as pessoas estão “completamente desesperadas”.

O presidente do Governo Regional acabou por sair do Palácio de São Lourenço e dirigiu-se aos manifestantes, a quem disse que nada pode prometer, a não ser que vai “tentar ajudar”.

Depois, falando aos jornalistas, o chefe do executivo explicou que há diligências no sentido de “tentar que as pessoas sejam ressarcidas”, mas sublinhou que a situação é “complicada” e que depende das instituições financeiras e do Banco de Portugal.

Miguel Albuquerque disse, por outro lado, que não dispõe de qualquer indicação do Governo da República sobre o caso dos lesados do Banif.

Quanto ao facto de o Santander Totta ter oferecido 500 mil euros à região autónoma, para ajudar no processo de reconstrução após os incêndios da segunda semana de Agosto, e simultaneamente manter-se inflexível no caso dos lesados, Albuquerque respondeu: “não podemos colocar em termos tão simplistas uma situação que é tão complexa”.

Os manifestantes atravessaram várias ruas do centro do Funchal batendo tachos e empunhando cartazes com inscrições como “Não queremos esmolas, apenas aquilo que é nosso”, “No roubar é que está o ganho” e “De que serve poupar? Mais vale roubar!”

Daniel Caires lembrou que 30% dos lesados do Banif são da Madeira, o que representa cerca de 800 famílias.

“Precisamos que o Governo Regional bata com o murro na mesa e diga que estas pessoas precisam de ajuda”, declarou, realçando que o Estado, enquanto entidade que era dona do banco, deve assumir os custos com o processo dos lesados.

A ALBOA representa 3.500 obrigacionistas subordinados que perderam 263 milhões de euros no processo de venda do banco, bem como 4.000 obrigacionistas Rentipar (‘holding’ através da qual as filhas do fundador do Banif, Horácio Roque, detinham a sua participação), que investiram 65 milhões de euros, e ainda 40 mil accionistas, dos quais cerca de 25 mil são oriundos da Madeira.

Madeira: Lesados do Banif exigem indemnização do Santander Totta

Sexta-feira, Agosto 26th, 2016

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TVI com som

No Funchal dizem que não faz sentido que não sejam também ajudadas já que, em muitos casos, também ficaram sem nada, como as vítimas dos incêndios

Dezenas de lesados do Banif concentraram-se esta manhã no centro do Funchal a exigir uma solução para os seus investimentos no banco que foi alvo de resolução.

Os manifestantes foram à sede do Governo Regional da Madeira pedir ajuda para convencer o Santander Totta a indemnizar os investidores no antigo Banif.

Os lesados no Banif, na Madeira, mostra-se indignados com o fato de, no âmbito dos incêndios, o Santander Totta ter disponibilizado cerca de meio milhão de euros para a reconstrução, bem acima das doações de cinco e 10 mil euros de outros bancos.

No entendimento destas pessoas não faz sentido que não sejam também ajudadas já que, em muitos casos, também ficaram sem nada, concretamente arriscam perder as casas.

O presidente do Governo Regional, Miguel Albuquerque, acabou por falar com estes lesados, a quem prometeu ajuda, no sentido de fazer algumas diligências. De resto, a mesma afirmação que já tinha feito em julho.

Em primeiro lugar o que é importante é apoiar as pessoas [a Segurança Social já está a tratar disso] algumas em grande fragilidade psicológica e material e, acredito, em alguns casos a situação terá que ser resolvida pela via judicial. Posso fazer diligências mas não posso estar a prometer coisas”, disse Miguel Albuquerque.

Em junho o Santander Totta lançou uma emissão de obrigações subordinadas destinadas aos clientes do Banif que detinham estas aplicações, que ficaram no banco mau, e que, por isso, poderão não reaver o investimento feito.

A 20 de dezembro de 2015, o Governo e o Banco de Portugal (BdP) anunciaram a resolução do Banif com a venda da atividade bancária ao Santander Totta por 150 milhões de euros e a criação da sociedade-veículo Oitante para a qual foram transferidos os ativos que o Totta não quis comprar.

Banif/Madeira: Lesados prometem manifestações “mais fortes e acentuadas” durante o verão

Domingo, Agosto 7th, 2016

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O dirigente da Associação de Lesados do Banif disse que a instituição pretender endurecer e disseminar as manifestações de protesto por toda a Região Autónoma da Madeira durante a época estival.

O dirigente da Associação de Lesados do Banif (ALBOA) Daniel Caires disse esta quinta-feira, no Funchal, que a instituição pretender endurecer e disseminar as manifestações de protesto por toda a Região Autónoma da Madeira durante a época estival.

“Queremos manifestações não só na sede do Santander, mas também em toda a ilha, junto da Quinta Vigia [sede da presidência do Governo Regional], e também queremos tornar as manifestações mais fortes, mais acentuadas”, disse Daniel Caires à agência Lusa, na sequência de uma reunião dos lesados.

O encontro, que contou com a presença de um advogado da ALBOA, juntou cerca de 80 ex-clientes do Banif e serviu para traçar o ponto da situação e programar novas ações de rua.

Daniel Caires disse que em termos judiciais não há qualquer novidade e, por outro lado, as propostas de solução apresentadas pelo Santander, que adquiriu o Banif em 2015, não agradam aos lesados.

“O Santander apresentou uma proposta em que os lesados, basicamente, tinham de entrar com mais dinheiro para recuperar uma parte daquele que perderam”, explicou, sublinhando que o problema é que as pessoas “não têm mais dinheiro e estão com graves problemas”, além de que muitas têm 70 e 80 anos e já não têm possibilidade de trabalhar.

A ALBOA foi criada há seis meses na sequência de manifestações espontâneas dos lesados do Banif, levadas a cabo sobretudo nas regiões autónomas da Madeira e Açores, onde o banco detinha uma quota de mercado significativa, antes de ser vendido ao Santander Totta por 150 milhões de euros.

A associação representa 3.500 obrigacionistas subordinados que perderam 263 milhões de euros no processo de venda do banco, bem como 4.000 obrigacionistas Rentipar (‘holding’ através da qual as filhas do fundador do Banif, Horácio Roque, detinham a sua participação), que investiram 65 milhões de euros, e ainda 40 mil acionistas, dos quais cerca de 25 mil são oriundos da Madeira.

Miguel Albuquerque vai ajudar lesados do Banif “na medida do possível”

Sábado, Julho 16th, 2016

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Notícias ao Minuto

O presidente do Governo Regional da Madeira, Miguel Albuquerque, disse hoje que vai continuar a influenciar as autoridades governativas e financeiras, “na medida do possível”, no sentido de ajudar os lesados do Banco Internacional do Funchal (Banif).

“Relativamente aos bancos, quero dizer que o que tenho feito é tentar, na medida do possível, influenciar os decisores que têm o poder financeiro no sentido de salvaguardar os direitos dos lesados do Banif”, disse na Assembleia Legislativa da Madeira, no debate do Estado da Região, ao responder a uma questão colocada pelo deputado independente (ex-PND), Gil Canha.

O deputado independente perguntou a Miguel Albuquerque se era ou não verdade que tentava mediar soluções para os lesados do Banif, mas idêntica atitude já não assumia relativamente aos lesados do Banco Espírito Santo.

“É verdade ou mentira se andou na Venezuela, na companhia de algumas pessoas ligadas ao sistema financeiro, a vender o sistema português como se este fosse o paraíso na terra?”, questionou Gil Canha.

O presidente do executivo regional considerou que aquilo que se passou no sistema financeiro português foi uma catadupa de “casos escandalosos” desde o BPN, o Banco Espírito Santo (BES) e o Banif.

Reconheceu haver lesados que foram “genuinamente enganados”, mas também lembrou que houve outros que aplicaram “deliberadamente” dinheiro em aplicações de risco.

“Temos um problema no nosso país, é que estas situações vão-se arrastando e é pena que não tenhamos um sistema judicial como nos Estados Unidos porque se alguma destas criaturas fosse dentro das grades, isto seria muito melhor”, concluiu.

Banif/Madeira: Associação de Lesados diz que a venda do banco ao Santander “foi um circo”

Sexta-feira, Julho 1st, 2016

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Correio da Manhã

O presidente da Associação de Lesados do Banif (ALBOA), Jacinto Silva, afirmou hoje, na Assembleia Legislativa da Madeira, que a venda do banco ao Santander, em 2015, “foi um circo”, sendo que “os palhaços foram os obrigacionistas subordinados”.

Jacinto Silva falava na Comissão de Inquérito ao Banif do parlamento regional, onde vincou que aquele foi um negócio “fraudulento”, lembrando que a associação já pôs em andamento ações judiciais contra Banco de Portugal, a antiga administração do Banif e o Santander Totta.

A ALBOA também avançou em tribunal contra o canal de televisão TVI, responsável pela divulgação da primeira notícia sobre o caso, que disse ter provocado uma corrida aos balcões e ao levantamento repentino de 1,1 milhões de euros.

Lesados do Banif querem ser recebidos por Marcelo na Madeira

Quarta-feira, Junho 29th, 2016

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Observador

A Associação de Lesados do Banif (Alboa) pretende ser recebida pelo Presidente da República, Marcelo Rebelo de Sousa, durante a visita à Madeira que este realiza de quinta-feira a sábado.

A Associação de Lesados do Banif (Alboa) pretende ser recebida pelo Presidente da República, Marcelo Rebelo de Sousa, durante a visita à Madeira que este realiza de quinta-feira a sábado, disse esta quarta-feira, no Funchal, a organização.

“Nós temos prometida uma reunião com o senhor Presidente da República. Sabemos que ele é solidário, sabemos que ele tem demonstrado ao longo do seu exercício compreensão perante as pessoas, nomeadamente perante as pessoas desfavorecidas e lesadas”, afirmou esta quarta-feira Jacinto Silva, líder da Alboa, na sequência de uma manifestação que juntou cerca de 80 lesados em frente à sede do Santander.

Este foi o protesto mais tenso realizado pela associação no Funchal, com os manifestantes a tentarem uma entrada à força no Santander Totta, instituição que adquiriu o Banif por 150 milhões de euros em dezembro de 2015.

Durante cerca de meia hora, os manifestantes estiveram à porta do banco a gritar “queremos o nosso dinheiro” e a PSP solicitou reforços, para travar a intenção de entrarem na edifício, onde pretendiam expressar a sua indignação no Livro de Reclamações.

Jacinto Silva afirmou, por outro lado, que os lesados não vão desistir enquanto não forem recebidos pelos responsáveis do Santander, salientando que “a estratégia será aumentar a pressão” e, se for necessário, “endurecer a luta”.

A reunião com Marcelo Rebelo de Sousa, que vai estar na região autónoma de quinta-feira a sábado, insere-se nestes objetivos.

“Aguardamos a todo o momento uma audiência com o senhor Presidente”, disse o líder da Alboa, sublinhando que, apesar de o encontro não estar ainda confirmado, “é para ser aqui na Madeira”.

Desta vez, os manifestantes concentraram-se junto do Banco de Portugal e depois deslocaram-se em direção à sede do Santander, no centro do Funchal, empunhando cartazes com inscrições como “Não queremos esmolas, apenas aquilo que é nosso”; “De que serve poupar, mais vale roubar”; “Fomos enganados, queremos as nossas poupanças”; “O Estado não nos protege. Rouba!”

Os lesados do Banif insistem em que foram enganados, primeiro pela instituição bancária e depois pelo Estado, sendo que a Alboa representa três tipos de ex-clientes do banco: acionistas, obrigacionistas subordinados e obrigacionistas Rentipar (‘holding’ através da qual as filhas do fundador do Banif – Banco Internacional do Funchal, Horácio Roque, detinham a sua participação no banco).

Em causa estão 263 milhões de euros oriundos de 3.500 obrigacionistas subordinados e 65 milhões de euros respeitantes a um número indeterminado de lesados Rentipar.

Existem também cerca de 40 mil acionistas, dos quais 25 mil da Madeira, que foram prejudicados com a venda do Banif ao Santander Totta.

Banif: Comissão de Inquérito na Madeira acusa Banco de Portugal de falta de colaboração

Terça-feira, Maio 10th, 2016

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Porto Canal

Funchal, Madeira, 10 mai (Lusa) – A Comissão de Inquérito ao Banif na Assembleia Legislativa da Madeira decidiu, hoje, solicitar ao presidente do parlamento regional que intervenha junto do Banco de Portugal, no sentido de serem fornecidos os dados necessários para avançar com os trabalhos.

O social-democrata Carlos Rodrigues, que preside à Comissão de Inquérito, explicou, no decurso de uma reunião, que o Banco de Portugal ainda não disponibilizou nenhum dos dados solicitados pelos deputados, razão pela qual os trabalhos não avançaram.

Segundo disse, o Banco de Portugal alegou, numa primeira fase, que duvidava da legalidade da Comissão de Inquérito, mas mesmo depois desta ter sido comprovada continua sem responder.

Pelo contrário, a Comissão do Mercado de Valores Mobiliários (CMVM) forneceu imediatamente os elementos requeridos.

Carlos Rodrigues anunciou que, mesmo sem dispor dos dados do Banco de Portugal, a Comissão de Inquérito decidiu avançar com processo, remetendo, para já, pedidos de audição a Luís Amado (ex-presidente do Conselho de Administração do Banif) e Jorge Tomé (ex-presidente executivo).

O político lembrou, por outro lado, que o Banco de Portugal incorre num crime de desobediência ao não colaborar com a Comissão de Inquérito, que é constituída por nove deputados (cinco do PSD, um do BE, um do PS, um do CDS-PP e um do Juntos Pelo Povo).

A 20 de dezembro de 2015, o Governo da República e o Banco de Portugal decidiram a venda da atividade do Banif e da maior parte dos seus ativos e passivos ao Banco Santander Totta, por 150 milhões de euros.

Lesados do Banif prometem protestos “mais fortes” no Verão

Sexta-feira, Abril 29th, 2016

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Negócios com som

Cerca de 100 lesados do Banif manifestaram-se hoje, no Funchal, em frente à sede do Santander, e a associação que os representa prometeu protestos “mais fortes” para o verão.

“A manifestação está mais pequenina porque muitas pessoas nem conseguem estar aqui, a aguentar a pressão”, disse Humberto Gonçalves, um dos porta-vozes da Associação de Lesados do Banif(ALBOA).

Este foi o terceiro protesto realizado no Funchal, em frente à sede do Santander Totta, instituição que adquiriu o banco em Dezembro de 2015, com o objectivo de exigir o dinheiro investido em diversas aplicações.

Os manifestantes empunhavam cartazes e faixas com palavras de ordem como “Queremos as nossas poupanças”, “Gatunos paguem o que devem”, “Só queremos o que é nosso, o dinheiro de uma vida”.

Os manifestantes entregaram panfletos aos turistas, com a seguinte informação em inglês: “O banco Santander comprou o banco Banif a preços de saldo e não nos quer devolver as nossas poupanças? Queremos justiça!”

“Fomos enganados pelos gestores de contas”, afirmou Humberto Gonçalves, realçando que isso só aconteceu porque os clientes confiavam na instituição bancária.

O representante da ALBOA prometeu, por outro lado, manifestações “mais fortes” para o verão, época em que a ilha é visitada por milhares de emigrantes e turistas.

Humberto Gonçalves não mostra grande esperança no trabalho da Comissão de Inquérito ao Banif na Assembleia da República, realçando que “todos falam bem, mas não há respostas definitivas”.

No entanto, a associação dos lesados está satisfeita com o desempenho da sociedade de advogados que a representa e mostra-se confiante na possibilidade de se encontrar uma solução.

“É uma luta para levar até ao fim”, afirmou, por outro lado, Salomé Costa, uma das manifestantes, ex-emigrante na África do Sul, sublinhando que apenas pretende que os responsáveis reconheçam que o dinheiro que tinha aplicado no Banif lhe pertence.

Salomé Costa disse que estaria na “miséria” se não fosse a ajuda dos filhos, vincando que vive com “tristeza, mágoa e angústia”.

“Não podemos fazer nada. Estamos assim, de mãos atadas”, acrescentou.

Um outro manifestante, que não se quis identificar, disse que esteve 60 anos a trabalhar na África do Sul para agora andar a “pedir esmola”.

“As poupanças, para a minha vida, davam e agora não tenho nada, sou canceroso, ando nos médicos, tenho de pedir ajuda a um e a outro para ver se posso comprar remédios”, lamentou, realçando: “Só quero o meu dinheiro, de resto não quero mais nada”.

A 20 de Dezembro de 2015, o Governo da República e o Banco de Portugal decidiram a venda da actividade do Banif e da maior parte dos seus activos e passivos ao Banco Santander Totta, por 150 milhões de euros.

A ALBOA representa três tipos de clientes: os accionistas, os obrigacionistas subordinados e os obrigacionistas da Rentipar.

Segundo a associação, em termos de obrigacionistas, estão em causa cerca de 3.500 pessoas e 330 milhões de euros, mas universo é muito maior se se incluir os accionistas.

Lesados do Banif prometem protestos “mais fortes” no Verão

Sexta-feira, Abril 29th, 2016

Citamos

Negócios

Cerca de 100 lesados do Banif manifestaram-se hoje, no Funchal, em frente à sede do Santander, e a associação que os representa prometeu protestos “mais fortes” para o verão.

“A manifestação está mais pequenina porque muitas pessoas nem conseguem estar aqui, a aguentar a pressão”, disse Humberto Gonçalves, um dos porta-vozes da Associação de Lesados do Banif (ALBOA).

Este foi o terceiro protesto realizado no Funchal, em frente à sede do Santander Totta, instituição que adquiriu o banco em Dezembro de 2015, com o objectivo de exigir o dinheiro investido em diversas aplicações.

Os manifestantes empunhavam cartazes e faixas com palavras de ordem como “Queremos as nossas poupanças”, “Gatunos paguem o que devem”, “Só queremos o que é nosso, o dinheiro de uma vida”.

Os manifestantes entregaram panfletos aos turistas, com a seguinte informação em inglês: “O banco Santander comprou o banco Banif a preços de saldo e não nos quer devolver as nossas poupanças? Queremos justiça!”

“Fomos enganados pelos gestores de contas”, afirmou Humberto Gonçalves, realçando que isso só aconteceu porque os clientes confiavam na instituição bancária.

O representante da ALBOA prometeu, por outro lado, manifestações “mais fortes” para o verão, época em que a ilha é visitada por milhares de emigrantes e turistas.

Humberto Gonçalves não mostra grande esperança no trabalho da Comissão de Inquérito ao Banif na Assembleia da República, realçando que “todos falam bem, mas não há respostas definitivas”.

No entanto, a associação dos lesados está satisfeita com o desempenho da sociedade de advogados que a representa e mostra-se confiante na possibilidade de se encontrar uma solução.

“É uma luta para levar até ao fim”, afirmou, por outro lado, Salomé Costa, uma das manifestantes, ex-emigrante na África do Sul, sublinhando que apenas pretende que os responsáveis reconheçam que o dinheiro que tinha aplicado no Banif lhe pertence.

Salomé Costa disse que estaria na “miséria” se não fosse a ajuda dos filhos, vincando que vive com “tristeza, mágoa e angústia”.

“Não podemos fazer nada. Estamos assim, de mãos atadas”, acrescentou.

Um outro manifestante, que não se quis identificar, disse que esteve 60 anos a trabalhar na África do Sul para agora andar a “pedir esmola”.

“As poupanças, para a minha vida, davam e agora não tenho nada, sou canceroso, ando nos médicos, tenho de pedir ajuda a um e a outro para ver se posso comprar remédios”, lamentou, realçando: “Só quero o meu dinheiro, de resto não quero mais nada”.

A 20 de Dezembro de 2015, o Governo da República e o Banco de Portugal decidiram a venda da actividade do Banif e da maior parte dos seus activos e passivos ao Banco Santander Totta, por 150 milhões de euros.

A ALBOA representa três tipos de clientes: os accionistas, os obrigacionistas subordinados e os obrigacionistas da Rentipar.

Segundo a associação, em termos de obrigacionistas, estão em causa cerca de 3.500 pessoas e 330 milhões de euros, mas universo é muito maior se se incluir os accionistas.

Manifestação Lesados BANIF esta sexta-feira no Funchal

Quarta-feira, Abril 27th, 2016

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Diário de Notícias da Madeira

Realiza-se esta sexta-feira uma manifestação que irá acontecer na sede do Santander Totta (em frente ao Bazar do Povo e por trás da Igreja da Sé) pelas 11h30 por parte dos Lesados Banif.

Esta manifestação acontece numa altura em que um dos lesados acaba de falecer devido ao facto de não ter acesso as suas poupanças. Este senhor, emigrante na Venezuela, tinha regressado a Madeira a poucas semanas para se inteirar do seu dinheiro. Era sabido que o seu estado de saúde era frágil, mas que devido a esta situação, terminou por se agravar tendo esta consequência trágica.

A manifestação serve para sensibilizar o Santander Totta, que recebeu a maioria dos activos e passivos do Banco Banif, para aquilo que está acontecer com as pessoas. Estamos a falar de anos de poupança, de aforros de uma vida e de casos que estão a causar marcas profundas na vida das pessoas.