Archive for the ‘Resultados’ Category

Banif contribui com três milhões para o lucro do Santander

Segunda-feira, Maio 2nd, 2016

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Económico

Impacto de aquisição de activos comerciais do ex-Banif “é marginal”, refere Vieira Monteiro.

O Banif contribuiu com três milhões de euros para o lucro do Santander Totta no primeiro trimestre, que ascendeu a 114,3 milhões de euros, mais do dobro do conseguido nos primeiros três meses do ano passado.

“O Banif teve um impacto positivo de um milhão de euros por mês, como estamos a falar de três meses são três milhões de euros”, disse hoje o presidente do banco, Vieira Monteiro, em conferência de imprensa.

O Banco Santander Totta teve lucros de 114,5 milhões de euros nos três primeiros meses do ano, pelo que os três milhões de euros conseguidos pela incorporação de parte da atividade bancária do Banif representam 2,6% do total do resultado.

A entidade liderada por Vieira Monteiro fez questão de referir, na apresentação de resultados aos jornalistas, que “o impacto da aquisição dos activos comerciais [do ex-Banif] no resultado líquido do trimestre é marginal”.

No âmbito da resolução do Banif, em Dezembro de 2015, o Santander Totta comprou parte da actividade bancária por 150 milhões de euros, um negócio que foi alvo de polémica e está a ser escrutinado na comissão de inquérito a decorrer no Parlamento.

O presidente do Santander Totta, Vieira Monteiro, é uma das personalidades que serão ouvidas pelos deputados.

Santander Totta mais que duplica lucros no primeiro trimestre

Segunda-feira, Maio 2nd, 2016

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Observador

O banco liderado por António Vieira Monteiro aumentou os lucros em 113%, para um total de 114,5 milhões de euros. O resultado já inclui a integração dos ativos e passivos adquiridos ao Banif.

O banco liderado por António Vieira Monteiro aumentou os lucros em 113%, para um total de 114,5 milhões de euros. O resultado já inclui a integração dos ativos e passivos adquiridos ao Banif — algo que o Santander Totta garante que teve um impacto “marginal” nos resultados.

Os resultados foram conhecidos esta segunda-feira e estão a ser apresentados em conferência de imprensa em Lisboa.

O produto bancário do banco cresceu 39% no período em análise, suportado por um aumento da margem financeira (incluindo nas operações compradas ao Banif — banco que foi alvo de uma resolução) e pelo aumento de mais de três vezes dos resultados com operações financeiras, basicamente venda de títulos de dívida pública, que ascenderam a 47 milhões de euros.

O Santander Totta cobrou mais 27% em comissões — para 85 milhões de euros — mas o principal impulsionador dos lucros foi a margem financeira, a diferença entre aquilo que o banco paga para se financiar (pelos depósitos, por exemplo) e os juros que recebe dos créditos. A margem financeira estrita aumentou 27% para 181 milhões de euros.

Num valor que também já inclui a integração do Banif, os custos operacionais aumentaram 23% para 144 milhões de euros. Por outro lado, o Santander Totta colocou de lado menos de metade em provisões e imparidades (apenas 14,2 milhões de euros no primeiro trimestre).

Santander a alertarem clientes do Banif antes da resolução? “É falso”

António Vieira Monteiro clarificou os lucros que o Santander teve com os ativos e passivos comprados ao Banif, notando que foram um milhão por mês — ou seja, cerca de três milhões. É esse o fruto que o Santander Totta teve, em termos de resultados, com a operação comprada ao Banif, garante o presidente do Santander.

Vieira Monteiro, que irá à Comissão de Inquérito ao Banif, garante que o banco só começou a olhar para o Banif na reta final do ano, porque tinha passado o ano todo a “olhar para o Novo Banco”, cuja venda viria a ser adiada em agosto. O presidente do Santander Totta desmentiu, porém, as acusações feitas por Jorge Tomé — antigo presidente do Banif — que acusou o Santander de cortejar clientes nas ilhas dizendo-lhes que o Banif em breve iria desaparecer.

“Não houve ninguém a fazer essas operações. Temos a certeza de que isso não se passou e isso está documentado por escrito”, garantiu António Vieira Monteiro.

Ainda a respeito do Banif, António Vieira Monteiro afirmou que o empréstimo feito ao Estado português para que este injetasse fundos no Banif (no contexto da resolução) era uma “opção que estava prevista” (esse financiamento). Vieira Monteiro afirmou que o Santander estava disponível para emprestar ao Estado português não só no contexto da resolução mas, também, na proposta de compra que tinha sido feita no contexto do concurso (venda voluntária).

Esta foi uma questão abordada na recente audição a Mário Centeno, que não confirmou exatamente quando é que ficou combinada a opção de financiamento que viria a ser exercida e que levaria o Santander a emprestar ao Estado português um montante próximo dos 1.800 milhões de euros que seriam injetados diretamente no Banif.

Quanto ao Novo Banco, Vieira Monteiro não se alongou: “Nós estamos apostados no crescimento orgânico mas não deixamos de estar atentos a tudo o que se passa no mercado português, quer bancos quer outras situações”. O presidente do Santander Totta confirmou, contudo, que já “houve contactos”.

Lucro do Santander aumenta 121% após compra do Banif Leia mais: Lucro do Santander aumenta 121% após compra do Banif

Quarta-feira, Abril 27th, 2016

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Jornal de Notícias

O grupo Santander anunciou, esta quarta-feira, lucros de 121 milhões de euros em Portugal no primeiro trimestre do ano, mais 121% face a 2015, e referiu o “impacto positivo em toda a conta da incorporação da atividade do Banif”.

Numa comunicação ao mercado espanhol, o banco destaca que “o lucro atribuído do primeiro trimestre é de 121 milhões de euros, mais do dobro do que obtido até março do ano passado (+121%)”, e aponta “o impacto positivo ao longo de toda a conta da incorporação da atividade do Banif”, que o Santander comprou no ano passado por cerca de 150 milhões de euros.

“O conjunto das margens de juros e das comissões cresceram 30%, enquanto os custos subiram 25%”, realçou o Santander, acrescentando uma outra razão para a subida dos lucros.

“Adicionalmente, as receitas reforçaram-se com os resultados de operações financeiras originados na venda de carteiras”, salientou.

As dotações para insolvências, apesar do maior perímetro, “aumentaram unicamente em 2%, com o custo do crédito a melhorar para os 0,28%”.

Comparando com o quarto trimestre do ano passado, “em que os resultados obtidos em vendas de dívida pública foram muito elevados, o lucro aumenta em 1%”.

A margem bruta do Santander em Portugal alcançou os 337 milhões de euros no primeiro trimestre (mais 41,5% do que ano passado), enquanto a margem líquida foi de 183 milhões (mais 59,6%). O lucro atribuído ao grupo foi de 121 milhões de euros (mais 121,4%).

Sobre a evolução do negócio em Portugal, com a compra do Banif, o Santander indica que o crédito aumentou 24%, para os 30 mil milhões de euros.

“A incorporação dos saldos do Banif representou uma mudança na sua estrutura, aumentando o peso do segmento de empresas para 35% (31% em março de 2015). Em termos comparáveis, sem o efeito desta incorporação, os saldos diminuiriam em 2% (o que é um melhor comportamento do que o mercado”, assinala o banco.

Por outro lado, os recursos aumentaram 22%, para os 30,6 mil milhões de euros, “principalmente devido à incorporação dos depósitos do Banif”.

“Em termos homogéneos, o total de recursos regista um aumento de 4%, compatível com uma gestão muito focada na redução do custo dos depósitos”, acrescenta o Santander.

Portugal representa 6% dos lucros totais do banco no primeiro trimestre o ano, que foram de 1.630 milhões de euros.

 

Pedro Passos Coelho quer explicações sobre Banif

Domingo, Fevereiro 14th, 2016

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RTP com som

Passos Coelho diz que, quando saiu do Governo, o Banif estava a dar lucro. E espera explicações do Governo.

Diz também que privatizou a TAP porque, na semana seguinte, já não tinha dinheiro para os combustíveis dos aviões.

Numa entrevista ao Jornal de Notícias, o líder social democrata reafirma que a proposta de Orçamento é imprudente e critica o aumento de impostos.

Santander Totta prevê que Banif dê lucro já este ano

Sexta-feira, Fevereiro 5th, 2016

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Dinheiro Vivo

Além de um resultado positivo este ano, Totta prevê que activos do Banif entrem em 2017 já em velocidade de cruzeiro

O Santander Totta assegurou à casa-mãe que o Banif vai dar lucro já este ano, comprometendo-se perante o grupo Santander que até ao final de 2016 vai conseguir retirar um resultado marginalmente positivo do antigo banco madeirense. António Vieira Monteiro, presidente do Santander Totta, espera rentabilizar a operação do “bom Banif” através do aumento dos proveitos bancários e de ganhos com sinergias.

Segundo o “Jornal de Negócios“, e além de um resultado positivo em 2016, o Totta estima que os activos do Banif entrem em 2017 já em velocidade de cruzeiro e respondendo aos parâmetros internacionais do grupo Santander. O banco quer ainda reactivar a relação com cerca de cem mil clientes do Banif que a anterior gestão estava a deixar “cair”.

O Totta criou ainda no final do ano passado uma provisão de 316 milhões de euros para enfrentar eventuais surpresas negativas com os activos e passivos do Banif que adquiriu, sendo possível que o montante não seja utilizado na totalidade.

BCP lucrou 235 milhões em 2015 após quatro anos de prejuízos

Segunda-feira, Fevereiro 1st, 2016

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Público

Valor é comparável com prejuízo de 227 milhões no ano anterior.

O Millennium bcp registou um resultado líquido de 235,3 milhões de euros no ano passado, um valor que é comparável com o prejuízo de 226,6 milhões do ano anterior.

De acordo com o comunicado da instituição financeira liderada por Nuno Amado, os dados de 2015 reflectem o “menor nível de dotações para perdas de imparidades e provisões”, bem como “as evoluções favoráveis da margem financeira e dos resultados em operações financeiras”.

Isto, apesar do impacto negativo, no final do passado, da “contabilização de contribuições extraordinárias de 28,3 milhões de euros no Bank Millennium na Polónia, relacionadas com a falência de um banco e com a dotação para o Fundo de Reestruturação do Crédito Hipotecário”, e de mais 31,4 milhões relativos ao Fundo de Resolução, em Portugal.

Segundo o BCP, o contributo da actividade doméstica para o resultado líquido foi de 44,2 milhões de euros, o que equivale a 19% do total.

A nível geral, a actividade internacional teve, numa base comparável, uma quebra de 6,8 milhões no ano passado, devido ao mercado polaco. Já Moçambique quase que estagnou, com um crescimento de apenas 0,2% (para 84,2 milhões) e Angola subiu 50,1% para 75,7 milhões de euros, apesar de crise financera que o país atravessa devido ao baixo preço do petróleo. Neste mercado, o BCP estás prestes a perder a maioria do capital do Millennium Angola, no âmbito da operação de fusão anunciada com o Atlântico (cujos accionistas, a Globalpactum, ligada a Carlos Silva, e a petrolífera estatal Sonangol, já estavam no capital do Millennium Angola).

A fusão, de acordo com o comunicado divulgado esta segunda-feira, vai criar o segundo maior banco privado neste país e deverá estar concluída no início do segundo trimestre.

Santander Totta admite “situações que não esperava” no Banif

Quarta-feira, Janeiro 27th, 2016

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Económico

Presidente do banco revela que alterou a sua proposta de compra, a pedido do Fundo de Resolução.

“Não negarei que tivemos conhecimento de algumas situações que não esperávamos”, admitiu o presidente do Santander Totta, em resposta aos jornalistas quando questionado sobre os benefícios para o banco com a compra do Banif.

Quanto a potenciais benefícios, o mesmo responsável foi peremptório. “Nós não temos nenhum benefício.”

O responsável admitiu mesmo que o banco alterou, a pedido do Fundo de Resolução, a sua proposta de compra do Banif. Vieira Monteiro não esclareceu, no entanto, que alterações foram efectuadas na proposta de aquisição.

Vieira Monteiro esclareceu ainda que após a constituição de 316 mihlões de euros de provisões para a aquisição do Banif, a diferença para o valor de compra foi de 283 milhões.

O banco comprou os activos saudáveis do Banif por 150 milhões de euros, como parte da resolução definida para o banco.

O Santander Totta anunciou resultados líquidos  291,3 milhões de euros em 2015, o que representa um crescimento de 50,9% face ao ano anterior.

Durante o mesmo período, o produto bancário e actividade seguradora ascendeu a 1.112 milhões de euros, montante que equivale a uma melhoria de 14,9% em relação ao ano anterior.

Quanto à margem financeira estrita ficou-se pelos 556,3 milhões de euros, ao registar um incremento de 1,8%.

 

Santander fala do Banif pela primeira vez e apresenta resultados anuais – como aconteceu

Quarta-feira, Janeiro 27th, 2016

Citamos

Observador

O presidente do Santander Totta refutou qualquer tese de favorecimento ao Santander na compra do Banif. Vieira Monteiro diz que apenas tinha o conhecimento geral das dificuldades do Banif e “foi aberto um concurso: concorremos”. O responsável notou que “durante muitos anos o banco apresentou prejuízos sistematicamente e, portanto, chegámos à situação que as autoridades determinaram, não fomos nós”. Vieira Monteiro sublinhou, contudo: “No Santander não costumamos fazer mais negócios”.

 Banif (II): “Para nós, foi sempre um processo competitivo”

E havia outras propostas? “Não sei. Para nós, o processo foi sempre competitivo. Nós concorremos a esse processo, um processo competitivo. Apresentámos uma determinada proposta e, no dia em que fomos apresentar a proposta, foi-nos dito que tínhamos de fazer uma nova proposta porque tinha ia haver uma resolução”.

Banif (III): “Situações inesperadas no Banif”

António Vieira Monteiro diz que o “Santander Totta” não tem por hábito “adquirir maus negócios, mas negócios que pensamos poderem ser bons negócios”. Foi aí que Vieira Monteiro disse o seguinte: “Atualmente, tivemos algumas situações que nós não pensaríamos que estivessem no balanço do banco”. Que tipo de situações? “Na altura devida, irão saber”, afirmou o presidente do Santander, dizendo mais tarde: “Nós encontrámos situações a todos os níveis, quer ao nível de crédito quer ao nível de outras situações”. Sobre eventuais participações criminais associadas a essas surpresas: “nós não fazemos participações desse tipo”.

Banif (IV): “O risco (das situações inesperadas) é todo nosso”

O Santander salientou, contudo, que o risco associado a estas “situações inesperadas” é “totalmente” do banco liderado por António Vieira Monteiro, rejeitando a possibilidade de virem a ser feitas segundas contas precipitadas por esta questão.

Novo Banco (I): “Naturalmente, olharemos mais uma vez para o processo”

  • “O Banco Santander é um grande banco e está sempre atento àquilo que se passa à sua volta. Naturalmente, olhará mais uma vez para o processo do Novo Banco”, afirmou Vieira Monteiro. “Mais do que isso não posso dizer porque ainda não sabemos os contornos – o caderno de encargos ainda não é conhecido. É na base desse caderno de encargos que estaremos em condições de decidir se estamos interessados ou não”. Mas ficou claro que o Santander irá acompanhar, “com certeza, o processo”.

    Novo Banco (II): Santander teria preferido recapitalização maior

    António Vieira Monteiro comentou, também, a medida de recapitalização do Novo Banco pode não ter sido suficiente para tornar confortável a posição da instituição. “Se calhar teria sido melhor ser mais dinheiro, para ficarmos mais contentes com a situação. Mas ainda não vimos as contas do banco, não quero fazer mais comentários” para já.

  • Conluios não existem, caros senhores

    “Conluios não existem, caros senhores”, afirmou António Vieira Monteiro, numa questão sobre se o Santander Totta tinha há mais tempo conversado com alguém sobre a compra do Banif. A fechar a conferência de imprensa, Vieira Monteiro diz que apenas tinha o conhecimento geral das dificuldades do Banif e “foi aberto um concurso: concorremos”.

  • Santander está a “analisar” redundâncias após Banif

    Sobre as redundâncias: “Estamos a identificar” redundâncias após a compra do Banif, diz Vieira Monteiro.

    • “Existem agências algumas em frente às outras. Acho que algures há uma rotunda onde temos três agências”. “A racionalização das redes é um elemento crucial para a atividade. “Estamos a identificar quais são os balcões mas só depois de haver uma integração informática pode haver uma fusão plena das unidades em causa”.

      Também sobre a conta de funcionários. “Também estamos a analisar. Haverá saídas normais e pessoas que podem ser usadas noutras funções. Estamos a fazer uma análise”.

    • Sobre a saúde dos sistema financeiro. “Tem atravessado alguns problemas. Se não dissessemos que não havia problemas, não se teriam passado casos como os que passámos. O sistema financeiro tem de se capitalizar, tem de rentabilizar. Isso é fundamental. A consolidação vai ter de existir, não só em Portugal mas em toda a Europa”.

      Sobre a proposta do Orçamento do Estado: “Vamos ver. Ainda temos só algumas indicações gerais, mas tenho confiança na execução orçamental e que teremos um Orçamento que corresponderá às necessidades do país”

Santander lucra quase seis mil milhões com Banif “a dar” 283 milhões

Quarta-feira, Janeiro 27th, 2016

Citamos

Negócios

Quase seis mil milhões de euros foi quanto o Grupo Santander lucrou em 2015. Embora o Reino Unido tenha obrigado a uma provisão de 600 milhões de euros. No entanto, o Banif já contribuiu com um resultado financeiro com impacto positivo de 283 milhões de euros.

O banco Santander lucrou quase seis mil milhões de euros em 2015, mas no quarto trimestre os resultados acabaram por ficar abaixo das estimativas.
Os resultados do quarto trimestre ficaram nos 25 milhões de euros, já que o Banco, liderado por Ana Botín, inscreveu imparidades de 1.435 milhões de euros. Há um ano nos três meses terminados em Dezembro os lucros tinham sido de 1.680 milhões de euros. De forma recorrente, sem os efeitos extraordinários, os resultados atingiram, no quarto trimestre deste ano, 1.460 milhões de euros.
No conjunto do ano registaram-se 600 milhões de imparidades, pela actividade do Reino Unido, que terá novas exigências de capital, que penalizaram os resultados. Ainda assim, o grupo lucrou 5.966 milhões de euros, mais 3% que um ano antes. Sem efeito dos resultados não correntes, o crescimento seria de 13% para 6.566 milhões de euros. “Num ano com um contexto económico internacional complexo, com as taxas de juro historicamente baixas em moedas chave para o grupo, como euro, libra e dólar, o Banco Santander apresentou uma boa evolução”, diz o grupo em comunicado aos reguladores do mercado de capitais.

O Santander já inscreveu, nos resultados de 2015, um resultado financeiro positivo peloBanif de 283 milhões de euros. Também a reversão de passivos fiscais no Brasil de 835 milhões de euros contribuíram para compensar parte dos 1.718 milhões de euros de resultados financeiros negativos nesse ano: 600 milhões só por conta do Reino Unido.

De acordo com os resultados de 2015, divulgados esta quarta-feira, o Santander inscreveu 283 milhões de euros de resultados positivos não recorrentes pelo Banif, explicando tratar-se de um “badwill” pela aquisição do banco português, o que significa que o Santander está a considerar que o preço pago é mais baixo do que o seu justo valor. O Santander adquiriu o Banif por 150 milhões de euros em Dezembro, no âmbito de um processo de resolução do Banco Nacional do Funchal. Com esta aquisição o Santander reforçou a sua posição em Portugal para 14,5% de quota.

No apresentação que faz dos seus resultados referentes a 2015 – o Banif foi adquirido a 20 de Dezembro -, o Santander diz que Portugal contribui com 4% para os resultados.

No conjunto do banco, em termos consolidados, o Santander reportou um aumento de 6% no crédito e de 7% na captação de recursos de clientes, o que permitiu uma melhoria em 8% das receitas comerciais.

O banco justifica, assim, a distribuição de um dividendo de 0,20 euros por acção, sendo 0,16 euros em dinheiro, mais 79% que em 2014. O banco diz que cumpriu os compromissos anunciados no Dia do Investidor em Setembro, no qual tinha traçado como objectivos situar o seu “core” capital acima dos 11% no final de 2018. No final de 2015, estava acima dos 10%. E alcançar uma rentabilidade de 13% nesse mesmo ano, situando-se já nos 11%.

A margem financeira bruta atingiu os 45.272 milhões de euros, o que o banco compara com 2012, dizendo que estão acima em 300 milhões dos valores desse ano. Os custos, sem o impacto cambial, crescem a um ritmo menos elevado, explica o banco. A evolução dos ingressos e dos custos levam a uma margem líquida de 23.702 milhões de euros, mais 5%, o que situa o rácio de eficiência nos 47,6%, o que o banco diz ser um dos níveis mais baixos da banca internacional.

Em relação aos lucros, 56% vem da Europa e 44% da América. O maior contributo chega mesmo do Reino Unido com 23%, seguido do Brasil (19%), Espanha (12%), Estados Unidos (8%), México (7%), Chile (5%). Portugal, Argentina e Polónia pesam, cada, 4%.

Os activos totais em 2015 atingiram os 1.340.260 milhões de euros, mais 6% que em 2014. O volume de crédito ascendeu a 805.395 milhões de euros, mais 6% que um ano antes. Com os recursos de clientes a atingirem os 774.819 milhões de euros.

Venda do BANIF não preocupa BCN

Sexta-feira, Dezembro 18th, 2015

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Expresso das Ilhas

Os responsáveis do BCN estão a acompanhar a evolução do processo de venda do BANIF em Portugal mas garantem que, apesar do bancoportuguês ser accionista maioritário do BCN, a sua venda pouco influenciará a situação do banco cabo-verdiano.

 

Segundo apurou o Expresso das Ilhas junto do BCN, a situação de crise vivida pelo BANIF em Portugal não afectará directamente o BCN. “Só muito indirectamente” o BCN “será afectado”, explicou fonte do Banco Cabo-verdiano de Negócios que acrescentou ainda que “como o BANIF tem uma participação maioritária no BCN tudo o que vier a acontecer em Lisboa tem reflexos aqui, mas apenas indirectamente”. E esses reflexos serão apenas indirectos porque, como explicou a mesma fonte, “o banco é completamente autónomo quer do ponto de vista técnico quer do ponto de vista financeiro”.

Quanto a um possível contágio, esse risco é visto como “baixo ou nulo” pelos responsáveis do BCN uma vez que BCN e BANIF não têm ligações operacionais ou financeiras. O único receio dos responsáveis do BCN é que “por incapacidade de interpretação as informações que vieram a público” possam ser interpretadas de forma errada.

A saída do BANIF do capital do BCN é uma notícia que já por diversas vezes veio a público e insere-se no plano de reestruturação daquela entidade financeira. Um plano estabelecido depois de o governo português ter injectado cerca de 700 milhões de euros no BANIF para evitar a sua falência. Assim, no âmbito dessa recapitalização a que foi sujeito o BANIF, foi decidida a saída do banco de determinados mercados como é o caso de Cabo Verde, Malta, Brasil e Espanha e a sua concentração no mercado português.

Quanto à participação que o BANIF detém (51,6% do capital) no capital do BCN o Expresso das Ilhassabe que há um processo de venda que só ainda não foi concluído porque nenhuma das propostas apresentadas era suficientemente atractiva para que o negócio fosse fechado.

“O BCN sempre teve resultados positivos, resultados não muito significativos, mas positivos, tem uma solidez financeira muito boa e os rácios estão muito acima daquilo que é exigido”, adiantou fonte do banco ao Expresso.

Venda do BANIF

Na segunda-feira a rádio portuguesa TSF garantia que o governo português está a trabalhar em contra-relógio para encontrar uma solução para o BANIF. Em cima da mesa existem várias opções. O dossier está em aberto mas, segundo a imprensa, o executivo de António Costa quer resolver o processo até ao final do ano.

O objectivo é evitar perdas ainda mais elevadas para o Estado. Para já, parece certa a separação dos activos do banco. O jornal Público diz que, independentemente do desfecho, o BANIF vai ser expurgado dos activos tóxicos através da criação de um banco-veículo (à semelhança do “banco mau” do BES).

Uma limpeza que ainda assim não facilita a venda total do BANIF. A imprensa diz que resta a venda parcial ou a conversão de dívida em capital. Tudo porque já no próximo dia 1 de Janeiro entra em vigor uma directiva comunitária que impõe uma nova forma de financiamento aos bancos, antes de pedirem ajuda ao Estado.

Trata-se do “bail-in”. Na prática, os obrigacionistas e os depositantes acima de 100 mil euros são chamados a pagar parte da resolução. O Público diz que o Governo quer evitar esta via, mas tem uma batata cada vez mais quente nas mãos.

Em 2012, o Estado assumiu 60 por cento do capital do BANIF. Na altura foram injectados 700 milhões de euros. Um valor a que se junta um empréstimo de 400 milhões, dos quais só foram devolvidos 275 milhões.

Com este cenário, o Público diz que o Estado pode começar já a negociar com um comprador seleccionado a venda da parte que detém na instituição, assumindo a dívida e o dinheiro injectado pelo Tesouro.

Uma outra via passa pela conversão dos 125 milhões de dívida em capital e a reestruturação do banco para alienar mais tarde.

O Diário de Notícias diz que vários fundos foram convidados a apresentar uma proposta de compra. Uma fonte do BANIF, citada pelo DN, garante que há pelo menos um grupo estrangeiro interessado no banco, mas não diz qual.

Na abertura das negociações da Bolsa de Lisboa, as acções do BANIF desciam para mínimos históricos.

Seis interessados

Ontem, o Diário de Notícias avançava que existem seis interessados, europeus e americanos, na compra da participação de 60,5% que o Estado detém no BANIF. A garantia foi dada por fonte oficial da instituição financeira liderada por Jorge Tomé ao DN/Dinheiro Vivo, que apurou que os bancos espanhóis Santander e Popular e o fundo norte-americano Apollo são três dos seis candidatos. As negociações já arrancaram e a intenção do governo é concluir a venda antes do final do ano, de forma a evitar as novas regras europeias de resolução bancária.

Descartado está qualquer processo de resolução do BANIF: “A resolução nunca esteve em cima da mesa nem foi equacionada, além de que não existir qualquer base legal para avançar”, afirmou fonte oficial do BANIF ao DN/Dinheiro Vivo, assegurando que “a venda da participação está a decorrer. Existem seis candidatos, europeus e americanos”.

BANIF ameaça com processo e TVI pede desculpas

A administração do BANIF ameaçou, no domingo, que iria processar a TVI por causa das notícias que davam como certa a venda do banco.

Segundo o comunicado, as notícias trazidas a público por aquele canal de televisão “não têm qualquer fundamento e mesmo que durante a emissão a TVI tenha vindo a corrigir o seu teor, são passíveis de causar um alarme social em torno do Banco”. Adiantando igualmente que o “cenário da resolução não faz qualquer sentido”, o Conselho de Administração do BANIF diz que “tudo fará para fazer valer na justiça os danos causados por esta entidade ao nosso Grupo”.

Entretanto, numa mensagem colocada no site da estação, a TVI lamenta que a notícia divulgada no domingo passado pela televisão sobre a situação do BANIF “não tenha sido totalmente precisa e esclarecedora” e possa ter contribuído para a ideia de que o banco seria integrado na CGD, separando activos saudáveis de tóxicos. A TVI publicou este pedido de desculpas “aos seus espectadores, mas também aos accionistas, trabalhadores e clientes do BANIF” depois de ter sido “confrontada com a posição assumida pelo BANIF em reacção à notícia divulgada em rodapé na emissão da TVI24” e em que o banco, conforme já foi dito atrás, ameaçava recorrer aos tribunais.