Archive for the ‘Venda de ativos’ Category

Apollo quer pôr gestora de imóveis do ex-Banif à venda por 600 milhões

Terça-feira, Outubro 9th, 2018

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Negócios

A Apollo vai colocar os 85% que tem na Altamira à venda, segundo escreve o espanhol Expansión. A empresa, de que o Santander é accionista e cliente, espera receber até 600 milhões.

A Apollo pretende alienar a Altamira, a empresa que gere os imóveis do antigo Banif, segundo noticia o jornal espanhol Expansión.

A publicação adianta que o jornal distribuiu o documento perante os principais potenciais interessados, onde é assinalado que espera vender a sociedade – que detém por 85% – por um valor entre 500 e 600 milhões de euros.

O mesmo jornal refere que a importância é inferior aos mil milhões de euros de avaliação da Altamira há um ano.

A operação de venda da entidade, de que o Santander detém 15% do capital, deverá ser liderada pelo Goldman Sachs, sendo que o objectivo é que fique fechada no primeiro trimestre do próximo ano.

A Altamira é uma gestora de activos imobiliários de créditos malparados, pelo que foi no seio dessa actividade que, em Abril de 2017, acordou ficar com a responsabilidade de gestão e venda de activos de 1,5 mil milhões de euros da Oitante, o veículo que ficou com a herança do antigo Banif que o Santander Totta não quis adquirir aquando da resolução.

São 700 os funcionários desta entidade que gere activos de 50 mil milhões de euros, entre os quais do Santander e do Sareb (o banco “mau” que ficou com activos de bancos intervencionados em Espanha).

O fundo americano Apollo – que em Portugal é dono da Seguradoras Unidas (Tranquilidade e Açoreana) – recusou-se a comentar o tema ao Expansión, mas rejeitou que esteja em causa um desinvestimento em Espanha. Isto porque no mês passado vendeu ao Bankinter o espanhol Evo Bank e a filial irlandesa de crédito ao consumo Avantcard.

Em Portugal, tem havido também notícias que dão conta do interesse do fundo de “private equity” em alienar as companhias seguradoras.

A actividade de fundos de “private equity” é investir no capital de empresas e reestruturá-las para possibilitar a sua venda.

Antiga sede do Banif em Lisboa colocada à venda em setembro

Quarta-feira, Julho 18th, 2018

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Idealista/news

A Oitante, veículo que ficou com os ativos problemáticos do Banifaquando da resolução do banco no final de 2015, vai colocar a antiga sede do banco à venda depois do verão. O imóvel, localizado na Avenida José Malhoa – no centro da capital -, chegará ao mercado em setembro, fazendo parte da carteira de ativos que a sociedade liderada por Miguel Barbosa quer alienar até ao final do ano para pagar 40% da dívida (cerca de 117 milhões de euros), assumida há três anos.

Em setembro, adianta o responsável citado pelo Expresso, “vamos lançar o processo de venda da sede do Banif na Avenida José Malhoa, entre outros, que já estão em curso” , referindo ainda que o “objetivo é maximizar o bom ritmo de vendas de participações e imóveis para pagar já este ano 40% da dívida e não ser preciso, como ainda não foi, pedir um cêntimo ao Fundo de Resolução”.

A ajudar a estratégia traçada pela equipa de gestão da Oitante está “a mudança de ciclo económico e o facto de Portugal continuar a beneficiar do mercado imobiliário em alta, o que não é indiferente para a venda e recuperação de créditos”, afirma Miguel Barbosa.

Altamira recebe 85 milhões para gerir carteira de imóveis

Por outro lado, antecipa o gestor na entrevista ao semanário, o contrato assinado no final de 2017 com a gestora de fundos Altamira para gerir um conjunto de imóveis (uma carteira de cerca de 1000 milhões de euros) e crédito malparado vai “acelerar as vendas de alguns ativos que herdámos, desde imóveis residenciais a industriais”.

Recorde-se que a Altamira, detida maioritariamente pelo fundo norte-americano Apollo (85%) e minoritariamente (15%) pelo banco Santander, tem um contrato de cinco anos com a Oitante no final do qual, espera o presidente da Oitante, deverá ter fechado a maioria das vendas dos imóveis.

A gestão destas carteiras vai custar à Oitante cerca de 85 milhões de euros durante os cinco anos em pagamento de comissões à Altamira. Um custo que, segundo o presidente da Oitante, “vai refletir-se numa poupança face aos custos que tínhamos quando a gestão deste portfólio estava em quatro entidades distintas”.

Venda do Banif a grupo chinês já foi concretizada. Valores do negócio ainda não são conhecidos

Quinta-feira, Julho 12th, 2018

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Observador

Venda do Banif a grupo chinês já foi concretizada. Valores do negócio ainda não são conhecidos

A Oitante, grupo que detinha o Banif, anunciou esta terça-feira a conclusão do processo de alienação do Banif à Bison Capital Financial Holdings. Os valores do negócio ainda não foram divulgados.

A venda do Banco Internacional do Funchal (Banif) ao grupo chinês Bison Capital Financial Holdings foi concretizada, anunciou esta terça-feira a Oitante, que detinha aquela instituição financeira, garantindo o cumprimento das “condições estabelecidas no contrato” assinado há dois anos.

Em comunicado, a Oitante informa “sobre a conclusão do processo de alienação do Banif” à Bison Capital Financial Holdings, indicando que “a conclusão desta operação ocorre após a submissão e respetivas autorizações das autoridades competentes, nomeadamente o Banco de Portugal, Direção-Geral da Concorrência da Comissão Europeia e pelo Banco Central Europeu, verificando-se as condições estabelecidas no contrato de compra e venda de ações assinado em 03 de agosto de 2016”.

Na mesma nota, a Oitante não divulga os valores do negócio. Questionada pela Lusa, fonte da empresa escusou-se a dar mais pormenores devido à confidencialidade pedida pelas partes envolvidas.

A Oitante é a sociedade-veículo criada no âmbito da resolução do Banif, no final de 2015. A sociedade ressalva na nota de imprensa que, “com vista à prossecução do objetivo com que foi criada — maximização do respetivo valor para posterior alienação –, deu início, em abril de 2016, a um processo competitivo de venda”, que foi “conduzido em conformidade com as normas nacionais e europeias e com as melhores práticas internacionais”.

No âmbito desse processo, a Oitante “selecionou a proposta apresentada pela Bison Capital, por ser aquela que apresentava as condições mais favoráveis à maximização da venda”, justifica. A empresa adianta que “a conclusão desta operação é o resultado de um processo competitivo de venda lançado e conduzido pela Oitante, sendo ainda de enorme relevo o facto de o projeto que a Bison Capital tem para o BBI [Banif Banco de Investimento] prever que o mesmo venha a ser desenvolvido com o apoio de atuais colaboradores, permitindo assim uma eficaz transição do banco para o novo acionista”.

No final de junho, o Banco de Portugal anunciou que pediu o início da liquidação judicial do Banif, na sequência da revogação pelo Banco Central Europeu da autorização para o exercício da atividade de instituição de crédito.

Em dezembro de 2014, o Banif foi alvo de uma medida de resolução, por decisão do Governo e do Banco de Portugal, o que levou a que muitos clientes se viessem a afirmar como lesados por aquela instituição bancária. Entre os lesados estão cerca de 3.500 obrigacionistas, em grande parte oriundos das regiões autónomas da Madeira e dos Açores, mas também das comunidades portuguesas na África do Sul, Venezuela e Estados Unidos, que perderam 263 milhões de euros. Além destes, há ainda a considerar 4.000 obrigacionistas Rentipar (holding através da qual as filhas do fundador do Banif, Horácio Roque, detinham a sua participação), que investiram 65 milhões de euros, e ainda 40 mil acionistas, dos quais cerca de 25 mil são oriundos da Madeira.

Parte da atividade do Banif foi adquirida pelo Santander Totta por 150 milhões de euros, tendo sido ainda criada a Oitante, para onde foi transferida a atividade bancária que o comprador não adquiriu. Desde a resolução do Banif, investidores do banco têm andado em ‘luta’ por uma solução que os compense pelas perdas, para já sem sucesso. No final de 2017, a Oitante apresentou um resultado positivo de 30,1 milhões de euros.

Novo Banco obriga a que todas as propostas de compra da Comporta sejam votadas

Terça-feira, Julho 10th, 2018

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Negócios

A sociedade gestora Gesfimo marcou a assembleia-geral que vai votar a proposta de venda da Comporta para dia 27 de Julho. Só que o Novo Banco quis que fossem deliberadas as três ofertas.

O Novo Banco quer conhecer todas as propostas de aquisição do fundo da Comporta, o veículo que gere os activos imobiliários da herdade. A 27 de Julho, a assembleia-geral dos participantes do fundo imobiliário vai decidir-se sobre todas as propostas e não apenas uma, como inicialmente foi anunciado.

A Gesfimo, a sociedade gestora de fundos que é responsável pelo fundo imobiliário fechado da Herdade da Comporta e que pertencia ao antigo Grupo Espírito Santo, convocou uma assembleia-geral para 27 de Julho. Como o Negócios tinha já escrito, a assembleia-geral já tinha sido adiada uma vez para permitir aos participantes do fundo ter acesso às informações sobre as três propostas. Mas ainda não havia qualquer vontade de as mesmas serem deliberadas.

Só que houve um detentor de uma participação qualificada que pediu a inclusão de mais um ponto na ordem de trabalhos da assembleia-geral de 27 de Julho. O Expresso adiantou que se trata do Novo Banco, uma informação que o Negócios dispõe.

“Considerando a importância que reveste para os participantes a alienação dos activos do Fundo, deliberar sobre todas as restantes propostas de aquisição dos activos do Fundo que tenham sido recebidas pela Gesfimo – Espírito Santo Irmãos, Sociedade Gestora de Fundos de Investimento Imobiliário, S.A. na qualidade de Entidade Gestora do Fundo, e que não se encontram incluídas no ponto único da convocatória datada de 25 de Junho de 2018”, é o novo ponto da ordem de trabalho.

Em cima da mesa para a compra do fundo da Comporta, que segue num novo processo de venda depois de o primeiro ter sido travado pelo Ministério Público, estão três propostas.

Na nova fase, a proposta que seria deliberada, sob proposta da gestora do fundo imobiliário, era a da Oakvest Holding associada à família Carvalho Martins (que controla os restaurantes Portugália). As duas outras ofertas partem da Vanguard Properties, junta com a empresária Paula Amorim, e ainda uma de Loius-Albert de Broglie.

O Novo Banco tem cerca de 15% do fundo imobiliário da Comporta, cujo principal dono é a massa insolvente da Rioforte, empresa que pertencia ao Grupo Espírito Santo.

A alienação é necessária para evitar a insolvência do fundo da herdade localizada em Grândola e Alcácer do Sal. O risco de insolvência é “real”, foi já admitido pela entidade e pelos responsáveis da insolvência da Rioforte.

Santander Totta pode usar 250 milhões do ex-Banif

Terça-feira, Junho 19th, 2018

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Negócios

Mário Centeno respondeu positivamente ao requerimento do Santander Totta para fazer uso de activos por impostos diferidos absorvidos com o Banif. O banco sublinha que ainda não sabe como poderá implementar.

O Santander Totta tem autorização do Ministério das Finanças para utilizar até 250 milhões de euros, absorvidos com a compra do antigo Banif, que poderão permitir ao banco pagar menos impostos no futuro. A instituição de capitais espanhóis diz, porém, que há incertezas na aplicação da possibilidade, mas recusa-se a responder a perguntas sobre o tema. Tal como o gabinete de Mário Centeno.

Recuando até à resolução do Banif, a 20 de Dezembro de 2015, a grande maioria dos activos e passivos do banco foi adquirida pelo Santander Totta por 150 milhões de euros, operação que envolveu cerca de 3 mil milhões de euros públicos. Aí, estavam incluídos activos e passivos por impostos diferidos, que são gerados quando há uma diferença temporal entre o valor de um activo ou passivo no balanço de um banco e a sua tributação: são, respectivamente, impostos a recuperar ou a pagar no futuro por conta dessa diferença.

Logo nas contas de 2015, o banco presidido por António Vieira Monteiro fez um requerimento ao ministro das Finanças para utilizar impostos diferidos activos “transferidos no âmbito da aquisição do ex-Banif relativos a prejuízos fiscais reportáveis (…) para compensar lucros tributáveis futuros do Banco Santander Totta”.

O pedido inicial feito pelo banco referia apenas 179 milhões de euros. Contudo, o número foi posteriormente actualizado pelo Banco de Portugal para 273 milhões, em que se destacam os 250 milhões relativos a prejuízos fiscais.

No relatório e contas de 2017 é que veio a confirmação por parte do Ministério das Finanças sobre a solicitação: “O banco foi entretanto notificado da aceitação da pretensão manifestada”.

Contudo, a utilização está condicionada a limites relativos ao património das instituições. No documento, o banco diz que está “em curso a clarificação dos critérios de aplicação e a confirmação da adequacidade dos pressupostos subjacentes ao seu reconhecimento”. “Dado o grau de incerteza existente, o banco entendeu não se encontrarem integralmente asseguradas as condições necessárias à data para o registo dos impostos diferidos activos correspondentes nas demonstrações financeiras de 31 de Dezembro de 2017”, diz.

Ao Negócios, o banco liderado por Vieira Monteiro não quis esclarecer que dúvidas se mantêm após a luz verde do ministro. “Não nos podemos pronunciar sobre contribuintes em concreto por força do sigilo fiscal”, é a resposta do Ministério das Finanças.

Em 2015, o banco frisou que, na sua oferta pelo Banif, estava descrito que receberia os activos por impostos diferidos ou, senão, “teria direito a receber um montante equivalente em obrigações do Tesouro ou numerário”.

Estes activos são reconhecidos à luz das regras do Código do IRC, sendo distintos do regime especial criado em 2014, a que o Totta não aderiu, e que poderá levar o Estado a entrar em vários bancos.

Provisões de 42 milhões

Mais de dois anos e meio após a intervenção no Banif, o Santander Totta conta ainda com provisões de 42 milhões de euros para fazer face a “contingências diversas associadas à integração do ex-Banif”. O banco não as explica, mas a verdade é que o montante colocado de lado para precaver eventuais custos futuros relativos ao banco fundado pelo falecido comendador Horácio Roque tem vindo a cair. Em 2016, chegavam a 68 milhões. O Banif foi para o Totta em 2015, por 150 milhões, numa medida de resolução que utilizou 2.255 milhões de euros públicos (no Totta e no veículo Oitante), a par de uma garantia que eleva a soma a perto de 3 mil milhões de euros.

BCE em vias de aprovar a venda do Banif BI aos chineses

Quinta-feira, Junho 14th, 2018

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Jornal Económico

BCE em vias de aprovar a venda do Banif BI aos chineses

 

O supervisor vai aprovar a venda do Banif BI ao chineses da Bison Capital depois de terem passado no teste do controlo ao branqueamento de capitais.

A Bison Capital tinha de garantir o cumprimento de requisitos, designadamente no âmbito da prevenção do branqueamento de capitais, para poder adquirir o banco de investimento do antigo Banif à Oitante e passou no teste do BCE, soube o Jornal Económico junto de fonte familiarizada com o assunto.

O Banco Central Europeu (BCE), quando avalia pedidos de aquisição de participações qualificadas de bancos da zona euro, um dos requisitos é o rastreio à origem dos fundos, no âmbito do controlo ao branqueamento de capitais. O BCE precisava que o Bison Capital apresentasse garantias do cumprimento de regras relativas à prevenção do branqueamento de capitais, semelhantes às que existem no mercado europeu.

O Mecanismo Único de Supervisão do BCE, que tem que autorizar a compra de participações qualificadas em bancos europeus, colocou também exigências ao nível do governance e outros remédios à sociedade de Hong Kong. A Bison Capital apresentou esses remédios que foram analisados pelo BCE.

BCE aprova venda do Banif – BI a chineses mas com condições

Segunda-feira, Março 26th, 2018

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Negócios

A Bison Capital tem de garantir o cumprimento de condições, designadamente no âmbito da prevenção do branqueamento de capitais, para poder adquirir o banco de investimento do antigo Banif à Oitante.

O Banco Central Europeu (BCE) deu o aval à venda do Banif – Banco de Investimento, propriedade do veículo Oitante, aos chineses da Bison Capital. Contudo, a transacção só acontecerá se o grupo comprador cumprir as condições impostas pelo supervisor único, segundo apurou o Negócios junto de fontes ligadas ao processo.

Um ano e meio depois do acordo de compra e venda deste activo do antigo Banif na Oitante, que é detida pelo Fundo de Resolução, chegou a não oposição do supervisor único, ainda que a luz verde só se efective com o respeito das condições.

A posição foi tomada nas últimas semanas já que o Banco de Portugal – que faz a ponte entre o BCE e o banco visado – tinha respondido no final de Fevereiro que o processo estava ainda em andamento e que deveria ficar concluído este mês.

Segundo foi possível apurar, as condições estarão relacionadas, pelo menos, com a garantia do cumprimento de regras relativas à prevenção do branqueamento de capitais, de modo a haver uma aproximação às regras exigidas pela regulação europeia. O que deverá arrastar por mais alguns meses a conclusão da transacção.

São cinco os critérios para os quais o banco central olha quando tem de autorizar as aquisições de participações qualificadas e que tiveram de ser avaliadas no caso da Bison Capital Financial Holdings (Hong Kong) Limited: reputação do comprador, reputação de potenciais novos administradores, solidez financeira, impacto da compra no banco e ainda o risco de ligações a branqueamento de capitais ou financiamento do terrorismo.

Nem Oitante, nem Bison nem Banco de Portugal fizeram comentários à informação obtida pelo Negócios.

O acordo com o grupo chinês, que ganhou em Agosto de 2016 o concurso aberto em Abril daquele ano, prevê o pagamento de 15,5 milhões de euros, com a alienação das prestações acessórias por 11,8 milhões e ainda a entrega de 726 mil euros pelos passivos subordinados.

Já a dívida do banco de investimento à Oitante, de 12 milhões, seria liquidada através da dação de activos.

Os valores são os referidos no relatório e contas de 2015 da Oitante, não havendo actualização dos números até ao fecho da edição.

Os valores podem até ser já distintos porque o banco de investimento foi tendo o seu capital reforçado, através da conversão de créditos do veículo presidido por Miguel Artiaga Barbosa, de modo a manter os rácios acima do exigido pelos supervisores.

O Banif – Banco de Investimento foi um dos activos que o Santander Totta não adquiriu aquando da resolução aplicada ao banco fundado por Horácio Roque a 20 de Dezembro de 2015.

Sucessora dos fundos BPN encaixa 9,5 milhões com venda de prédio em Lisboa

Sexta-feira, Novembro 24th, 2017

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Negócios

A venda, levada a cabo pela Worx, é a terceira alienação este ano feita pela consultora em Portugal a family offices. O nome do comprador não foi divulgado.

A sociedade gestora de fundos de investimento imobiliário Imofundos SGFII, que sucedeu à BPN Imofundos, vendeu um edifício no centro de Lisboa por 9,5 milhões de euros. A transacção, feita através da consultora Worx, foi dada a conhecer esta terça-feira, 21 de Novembro.

Segundo esta consultora, em causa está o Edifício República 26, pertencente à Imofundos SGFII, do universo Parparticipadas S.A., que passa agora para as mãos de um family office nacional. O nome do comprador não foi divulgado.

O edifício localizado na Avenida da República, onde hoje se encontram instalados os serviços da consultora de recursos humanos Randstad, tem 10 pisos e área bruta de construção total de 4.705 m2, de acordo com o comunicado da Worx.

Esta é a terceira transacção levada a cabo este ano pela consultora imobiliária envolvendo os denominados family offices, entidades que proporcionam soluções de gestão de activos específicas para grandes fortunas. As outras duas, também em Lisboa, envolveram a alienação da antiga sede da sucursal portuguesa do banco espanhol Bankia à Primosfera (por três milhões de euros) e os escritórios do Banif ib (antigo banco de investimento do Banif), localizados no 15.º piso da Torre 3 das Amoreiras.

“A conjuntura actual tem sido muito favorável e atractiva para esta categoria de investidores [family offices] que procuram activos de qualidade, com inquilinos credíveis, contratos seguros e valores de renda competitivos”, refere Pedro Valente, do departamento de Capital Markets da Worx.

A BPN Imofundos, criada em 1999, deu origem à Imofundos após o início da reestruturação financeira do BPN após a sua nacionalização, ficando a partir de 2010 sob a alçada da Parparticipadas, uma das três sociedades que receberam activos na esfera daquele grupo bancário. No final do ano passado, os activos administrados por esta sociedade totalizavam 412,36 milhões de euros, de acordo com informação constante do site da Imofundos.

Actualmente a Imofundos gere cinco fundos – Imonegócios, Real Estate, Imoreal, Imomarinas e Mercapital.

Concorrência notificada da venda de imobiliário e malparado da Oitante

Terça-feira, Setembro 12th, 2017

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Dinheiro Vivo

A Oitante anunciou em abril a venda, a uma sociedade controlada pela Apollo, do negócio de gestão de ativos imobiliários e carteira de crédito.

A Autoridade da Concorrência vai analisar a intenção de compra do negócio de gestão de créditos e ativos imobiliários da Oitante pela Altamira, controlada maioritariamente pela Apollo, tendo sido notificada da operação, anunciou a entidade reguladora. A Oitante anunciou esta venda a 4 de abril deste ano e a operação envolveu a venda da unidade de gestão de ativos imobiliários e gestão de carteira de crédito. Foi ainda celebrado um contrato de prestação de serviços de administração, gestão e venda de um um conjunto de ativos no valor de cerca de 1,5 mil milhões de euros, correspondentes sobretudo a ativos imobiliários e crédito malparado.

A Autoridade da Concorrência recebeu, a 4 de setembro, “uma notificação prévia” da operação de concentração que consiste “na aquisição pela Proteus Asset Management (detida pela Altamira) do controlo exclusivo sobre o negócio de gestão de créditos” da Oitante, segundo o aviso, publicado esta segunda-feira pelo regulador. Segundo o documento, a Proteus, dedica-se “essencialmente à gestão de créditos e carteiras imobiliárias”. O negócio de gestão de créditos e ativos imobiliários da Oitante inclui “a prestação de serviços de gestão de créditos vencidos e de cobrança duvidosa e ativos imobiliários em Portugal”.

“Este negócio está atualmente integrado na Oitante, cujo capital social é integralmente detido pelo Fundo de Resolução”, lembra o aviso. Os interessados em comentar esta operação têm 10 dias úteis para enviar as suas observações para a entidade reguladora. A Oitante foi criada na sequência da venda do Banif ao Santander por um euro para ficar com os ativos do Banif que o grupo espanhol não quis. A sociedade foi criada através de uma decisão do Conselho de Administração do Banco de Portugal, em reunião extraordinária de dia 20 de dezembro de 2015. Além da venda à Altamira, a Oitante já alienou as participações que detinha na Açoreana Seguros, Banif-Banco de Investimento, Banif Malta, na sociedade Gamma e no Banif Pensões.

 

 

 

Estado já encaixou €57 milhões este ano com venda de imóveis do Banif

Terça-feira, Agosto 1st, 2017

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Expresso

Empresas do Banif que integraram o perímetro da Administração Central têm vindo a vender os seus ativos imobiliários, reduzindo a fatura que o banco deixou aos contribuintes

ainda uma parcela minoritária daquilo que a resolução do Banif custou aos contribuintes, mas, pouco a pouco, o Estado vai reduzindo a fatura deixada pelo colapso do grupo financeiro. No primeiro semestre deste ano o Estado registou um encaixe de 57,3 milhões de euros com a venda de imóveis da Oitante e da Banif Imobiliária.

A síntese de execução orçamental relativa a junho, divulgada na passada terça-feira, mostra que nos primeiros seis meses deste ano o Estado português contabilizou 38,4 milhões de euros com a venda de imóveis a cargo da Oitante (sociedade instrumental para a gestão de ativos que o Santander descartou) e 18,9 milhões de euros na venda de imóveis da Banif Imobiliária.

Até maio o Estado já tinha assegurado um encaixe de 30,9 milhões de euros na Oitante e de 16,8 milhões na Banif Imobiliária.

As duas empresas apenas em 2017 passaram a integrar o perímetro da Administração Central do Estado, como entidades públicas.

Apesar das vendas de imóveis do grupo Banif, a rubrica de venda de bens de investimento por parte do Estado teve na primeira metade do ano um decréscimo de 6,8%, fruto de uma descida nas receitas com a venda de aviões F16 à Roménia, e da não repetição de receitas extraordinárias que se verificaram em 2016 (como a venda de uma posição na Controlauto pela estatal Parups).

No total, o Estado contabilizou de janeiro a junho 107,5 milhões de euros em vendas de bens de investimento, montante que é apenas uma pequena fração de todas as receitas não fiscais e não contributivas dos cofres públicos. Até junho o Estado contabilizou receitas não fiscais e não contributivas de 5858 milhões de euros (mais 10,5% do que no ano passado). A receita fiscal, por seu lado, somou 18637 milhões de euros (menos 2,2% face ao primeiro semestre do ano passado).

OITANTE: QUASE 800 MILHÕES DE EUROS PARA RESOLVER

Quanto à fatura final da resolução do Banif para os contribuintes, ela apenas será apurada após um conjunto de operações em curso, em que se incluem as alienações de ativos (imobiliários e não só).

A medida de resolução aplicada em dezembro de 2015 ao Banif, recorde-se, passou por vender ao Santander a rede de balcões do banco português (em moldes semelhantes ao que sucedeu anos antes com o BPN, em que o angolano BIC assumiu a operação bancária, ficando o Estado com os restantes ativos e passivos da Sociedade Lusa de Negócios, através da Parvalorem).

O banco espanhol exigiu ficar apenas com uma parte dos ativos do Banif. O Estado português, que já controlava o Banif por via dos instrumentos de capital contingente que o banco não reembolsou, acabou por ficar responsável por uma carteira de ativos que o Santanter não quis para si.

A maior parte dessa carteira ficou agregada no veículo Oitante, que depois avançou com a alienação das participações que tinha. No final de 2015 a Oitante tinha um passivo de 794 milhões de euros, coberto, em termos contabilísticos, por uma carteira de ativos que incluía participações financeiras, crédito a clientes, inventários, contas a receber, entre outras rubricas.

Contudo, não é certo que todos estes ativos cheguem para resolver o referido passivo, já que é possível que nem todos os devedores cumpram os compromissos e que as participações afinal valham menos do que o que a Oitante estima.

Em agosto de 2016 a Oitante vendeu as posições na Açoreana Seguros e no Banif Banco de Investimento. Em outubro desse ano alienou também o Banif Malta.

Já em 2017 a Oitante desfez-se das participações nas empresas Gamma e Banif Pensões e também vendeu uma plataforma de cobrança de dívidas. Os valores de venda não foram revelados.